Goyta perde e desce na tabela


Uma rodada de bons resultados para o Goytacaz, vitória do Quissamã sobre o São João da Barra, do empate entre Artsul e Portuguesa, porém, tem sempre um porém, o alvianil não fez a sua parte contra o Serra e deixou o Audax se aproximar, o time do supermercado venceu o Rio Branco, em Campos, e o Ceres também aproveitou a brecha e se fez presente ao golear o Tigres, na Rua da Chita.


Lá no Estádio Claudio Moacir, em Macaé, o Goytacaz até que tentou fechar o jogo ainda no primeiro tempo. Ouvi atentamente meu companheiro Arnaldo Garcia, pela Continental, e pela narrativa do amigo o time de Mário Marques foi superior por grande parte do jogo e pecou na hora de concluir. 


Mário mandou para campo um time ofensivo e buscou o gol com intensidade, mas não era dia de acertar a meta do goleiro Júnior, do Serra Macaense, que segurou ou resultado com determinação e uma boa dose de sorte.


Tem aquele velho ditado, quem não faz leva, e foi isto que aconteceu, aos 47’ do segundo tempo, quando o Serra, em um contra ataque, marcou o gol que colocou o Goytacaz em quarto lugar na tábua de classificação e distante do líder Quissamã com São João da Barra e Audax a sua frente. 


O Serra, lanterna desta fase final, usou e abusou do direito de segurar o jogo e do antijogo, principalmente nos minutos finais, quando até o goleiro reclamou de câimbras na perna direita para que tempo parasse e o pontinho conquistado o deixasse em melhor situação na tabela.

Comentários

  1. O jornalista Sergio Mello postou no História do Futebol sobre o Americano:
    Após tanta expectativa, enfim, chegou o dia da estreia. No dia 24 de agosto, o Americano enfrentaria o Santos, no seu Estádio. E o resultado fez Campos explodir de felicidade, com a vitória por 2 a 1, em cima do time da Vila. Tornar-se-ia cansativa, embora histórica, a transcrição de todos os jornais de 24, dia do jogo, e 25 de agosto de 1975, falando da vitória do Americano sobre o Santos.

    O entusiasmo entre os radialistas e jornalistas do lugar, na divulgação das notícias que antecederam e sucederam o jogo de estreia, contagiou por completo a população campista, tão apegada às glórias esportivas que outros centros, os mais adiantados, teimavam em não aceitar, e tão certa ainda da reputação de sua gente culta e rica, da sua garra ao trabalho e tão enamorada das belezas naturais, adoçadas pela leva quase continental de plantação da cana-de-açúcar, bem como da sua certeza de polo, entre 14 municípios, no Norte do Estado.

    O campista se orgulha, também, de haver sido a sua terra a primeira a ganhar luz elétrica na América Latina, e de ouvir de Getúlio Vargas, quando Presidente da República, esta frase: “Campos, espelho do Brasil“.

    O Jornal dos Sports de 25 de agosto de 1975 estampava este título: “Campos vibra com Americano: 2 x 1 no Santos“. Da matéria faziam parte algumas apreciações como as que se seguem: “O time mostrou que está no Campeonato pra valer. Jogou com entusiasmo, venceu e provou que nem só dos cariocas vive o futebol do novo Estado“.

    É bom recordar, também, que quando Rangel fez o gol da vitória, a cidade se tomou de tal emoção pelo seu futebol, que foi improvisado um carnaval sem precedentes na vida do lugar.

    Os ricos, em seus carros, levaram suas famílias às ruas centrais onde já se encontravam centenas de torcedores comuns agitando bandeiras e batendo tambores. Os mais apaixonados, soltando foguetes, fizeram questão de passar pela Rua do Gás, onde se situa o Estádio Ari de Oliveira e Souza, do Goytacaz (arquirrival do Americano).

    E diante do próprio do eterno rival, se abraçaram, riram e choraram de alegria pela vitória sobre o Santos e, mais do que isso, pelo desespero do Alvianil, preterido na escolha governamental em favor do Americano. A ficha técnica desse jogo, o da estreia no Campeonato Brasileiro:

    AMERICANO F.C. 2 X 1 SANTOS F.C.

    Local: Estádio Godofredo Cruz, em Campos (RJ)

    Público e Renda: 14.307 pagantes / Cr$ 191.000,00

    Árbitro: Luís Carlos Félix

    Auxiliares: Paulo Antunes e Célio Couto.

    AMERICANO: Dorival, Nei Dias, Mundinho (Luisinho), Luís Alberto e Capetinha; Ico e Didinho; Luís Carlos, Rangel, Messias e Paulo Roberto.

    SANTOS: Joel, Tuca, Oberdan, Bianchi e Zé Carlos; Clodoaldo e Didi (Alceu); Mazinho, Cláudio Adão, Toinzinho e Edu.

    Gols: Paulo Roberto aos 10 minutos (Americano); Mazinho aos 43 minutos do 1º tempo; Rangel aos 42 minutos do 2º tempo (Americano).



    Fonte: Jornal dos Sports
    ..

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  2. Obrigado, Gilberto Maluf, isto é história e história das boas, do tempo em que o Americano era grande e impunha respeito. Valeu a sua contribuição, vou botar na primeira página já, já.

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