Em um cantinho do Armazém, um dos "Pachecos" colocou para tocar, creio que no celular, "Não Chores por Mim, Argentina...", justamente no momento em que o Egito fazia 2 a 0 — aquele gol que, depois, acabou anulado. Na mesma hora, JP, o novo filósofo do boteco, disparou: — Não agoura, não! Isso ainda vai dar uma guinada de cento e oitenta graus, e o Messi vai liderar a virada. Veio então o segundo gol egípcio, desta vez valendo. E, novamente, o rapaz soltou a canção eternizada pelo filme que conta a história de Eva Perón, a musa de muitos hermanos. JP apenas sorriu e, desta vez mais baixinho, para que somente eu e outro companheiro ouvíssemos, comentou: — Ele continua cutucando a onça de longe... Com a vantagem de 2 a 0, o Egito acreditou que o jogo estava decidido. Recuou ainda mais, abriu mão dos contra-ataques — que só voltariam a aparecer depois do empate — e entregou a bola justamente para quem menos poderia receber esse presente. Messi chamou a responsabilidade....