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O idioma do futebol

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                  Fundo do Baú        O idioma do futebol Futebol é assunto obrigatório em qualquer roda de bar. Hoje, com a doce presença feminina — cada vez mais forte, inclusive nas mídias esportivas — o papo ganhou novos olhares e um toque de sutileza bem interessante. Por onde passo, sempre tem um amigo puxando conversa. Como o médico Augusto Tadeu Cardoso, profundo conhecedor do tradicional “esporte bretão”, que vive me abastecendo com boas ideias para essas prosas. Mas afinal, o que é o tal “esporte bretão”? Bom começo de conversa. De onde vem o futebol? Da Inglaterra, certo? E onde fica a Inglaterra? Na Grã-Bretanha, confere? E como são chamados os nascidos lá? Bretões. Pronto: o “esporte bretão” foi importado da Bretanha e chegou ao Brasil pelas mãos de Charles Miller, que retornou ao país trazendo na bagagem duas bolas, um par de chuteiras e um livro de regras. Estava plantada a semente. Já que a origem está reso...

O som do futebol

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  Entre o grito e o gol eu fico               com o silêncio  Tudo bem, minha gente. Prometo que não é implicância — ou pelo menos não só isso. Mas há coisas que o tempo muda… e há outras que ele simplesmente atropela. E o rádio, ah… o rádio. Outro dia desses me peguei pensando nisso enquanto assistia — ou tentava assistir — a mais um jogo dessa tal nova era das transmissões esportivas. Rádio e televisão disputando não mais a emoção do lance, mas a altura do grito. Uma batalha de decibéis onde, confesso, tenho saído derrotado. Sou do tempo em que o rádio não gritava — ele contava. Narrava como quem segura o ouvinte pela mão e o levava até o gol. Havia pausa, respiração, silêncio… e, justamente por isso, emoção de sobra. O gol vinha como um clímax, não como um susto. Hoje, parece que tudo é gol. Tudo é grito. Tudo é urgência. Os narradores brigam entre si, disputam espaço, atropelam o próprio jogo. Há um — careca, da TNT — que lidera essa...

Brasucas na Libertadores 2026

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  Dos seis clubes brasileiros, cinco já jogaram e saíram invictos na primeira rodada da Libertadores 2026. Resta apenas o Corinthians, que hoje enfrenta o Platense fora de casa, estreando Fernando Diniz no comando. Tenho convicção de que o melhor resultado foi do Mirassol, estreante em competições internacionais, que venceu em casa o Lanús — favorito no Grupo G — por 1 a 0, começando sua trajetória com moral. Flamengo e Cruzeiro também triunfaram fora de casa: o rubro-negro superou a altitude de Cusco, enquanto a Raposa bateu o temido Barcelona em Guayaquil. Houve ainda dois empates, ambos longe de seus domínios, protagonizados por campeões recentes: o Palmeiras ficou no 1 a 1 com o Junior Barranquilla, e o Fluminense, que para mim teve o pior resultado da rodada entre os brasileiros, empatou com o novato Guaíra em Caracas.

O amor pelo rádio ainda existe?

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        Quando o rádio era arte Outro dia assisti a José Silvério no Bola da Vez e tive uma certeza incômoda: o rádio pode até continuar existindo, mas aquele rádio… ah, aquele ficou no passado. E não é saudosismo barato, não. É comparação mesmo. Sou de um tempo em que o rádio não apenas transmitia futebol — ele criava o jogo. Em Miracema, garoto ainda, eu não via a partida: eu imaginava. E, curiosamente, enxergava melhor do que hoje, com tantas telas à disposição. Porque havia narradores. Narradores de verdade. José Silvério é um desses. Da escola que começou na Continental, que passou pela Jovem Pan, que transformou transmissão em espetáculo. Da geração que “irradiava” futebol, não apenas descrevia. Hoje… bem, hoje se fala muito e se diz pouco. Naquele tempo, cada emissora tinha um time de gigantes. Continental, Nacional, Globo, Tupi, no Rio. Pan-Americana, Tupi, Gazeta, Bandeirantes, em São Paulo. Era um desfile de talento. Clóvis Filho, preciso e elegante. Jorge ...

Fla larga bem na altitude

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  Se no primeiro tempo o Flamengo superou a altitude, tirou o jogo do Cusco com toques rápidos e correndo pouco e foi para o intervalo com 0x0,   até certo ponto justo, o segundo tempo estava correndo igual e as chances diminuíram. Saiu o gol, Bruno Henrique marcou, veio o gol de empate, anulado pela saída da bola no fundo, e veio o pior, a pressão da altura. O Cusco botou susto e Jardim trocou quatro para renovar o gás do time.  E deu certo, com Arrascaeta em campo e a vontade de empatar do time peruano, o buraco na defesa apareceu e o segundo gol também,  mas aqui a sorte ajudou bem ao Flamengo.  Vitória justa que só não foi maior porque o goleiro Diaz estava em bom dia. 

Opiniao. Banho Maria em Cusco

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  Lá pertinho do céu. 3.400 metros de altitude, la onde o avião não aterriza,  ele estaciona, o Flamengo faz um jogo inteligente contra o Cusco, isso o time tem o nome da cidade.  Corre pouco, toca a bola com passes rápidos, chutes de média distância e muita posse de bola. O time deles é fraco mas tem que ter atitude na altitude, um gol deles pode deixar a coisa feia para os cariocas.  Três bons chutes ao gol e três boas defesas do goleiro Diaz, do Cusco.  Vamos ver se Jardim voltará com a tropa de choque já que poupou mais de meio time na escalação inicial. 

Tudo em aberto na Champions

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Os grandes espanhóis e ingleses, pelo menos os mais famosos, f avoritos ao título da temporada continental, caíram nesta primeira rodada das quartas de finais da Champions, ontem o Real Madrid e hoje o Barcelona, e os britânicos já estão fora faz tempo, apenas o Arsenal segue na briga e muito bem, venceu o Sporting, em Lisboa, e decide em casa na quarta que vem. Mas uma boa notícia para a colônia espanhola é que o Atlético, grande rival do Real, na capital, venceu o Barcelona, no Camp Nou, e jogará por um empate, na terça-feira, em Madrid, para chegar à semifinal, possivelmente contra o Arsenal que também joga por um empate, em Londres. O PSG venceu em casa, 1x0 sobre o Liverpool O, resultado esperado por muitos, mas bem abaixo da expectativa de todos, o placar mínimo foi pouco porque em casa, com o Old Trafford lotado, tudo pode acontecer.