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Uns chopes prá distrair

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  Cinco caipiras e um     punhado de chope          Tem cidade que a gente visita  E tem cidade que a gente vive — mesmo que por dois dias. Ribeirão Preto, pra mim, sempre foi assim: mais do que destino, virou cenário de memória. Nos anos 80, eu ainda era aquele sujeito em formação — curioso, meio atrevido, desses que aparecem sem ser chamado e ficam. Ia pra São Paulo sempre que podia, grudava no José Maria de Aquino e me infiltrava no mundo que eu queria um dia chamar de meu. Redação, viagem, estádio… eu estava sempre por perto. Um “malinha”, como diria Fausto Silva, mas com sede de aprender. E aprendi. Aprendi vendo gente grande trabalhar, ouvindo mais do que falando — embora às vezes eu falasse demais. Gente como Antero Greco, que tinha a elegância de quem sabia tudo sem precisar provar nada. Eu dava meus pitacos sobre futebol internacional, ele escutava como se aquilo importasse. Talvez nem importasse. Mas pra mim, importava tudo. Fo...

Viver ou sonhar? Eis a questão

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  Por estes dias, depois de colocar no mundo o Miracema em Mim, vieram os debates — daqueles bons, que fazem a gente pensar com calma — sobre uma velha questão: viver do passado ou contar o passado? Há uma diferença grande entre as duas coisas. Viver do passado é como morar numa casa onde o relógio parou. É repetir lembranças até que o presente perca o lugar. Já contar o passado é diferente: é acender a luz da memória para iluminar o caminho que trouxe a gente até aqui. Eu, que me arrisco como cronista da vida, não teria o que contar se não tivesse vivido. Não invento enredos, não fabrico personagens. Não sou romancista. Sou desses que juntam pedaços de vida e espalham sobre o papel. O que escrevo carrega o peso e a leveza do que foi real — vivido por mim ou confiado a mim. Miracema não foi cenário. Foi chão. Durante 35 anos, vivi ali com intensidade de quem não passa — de quem fica, observa, participa. Estive em quase tudo. Vi de perto histórias da política, do esporte, da vida co...

Libertadores:Favoritos em campo

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Flamengo e Palmeiras dividem a atenção do torcedor brasileiro nesta noite. Ambos têm compromissos relativamente acessíveis — se é que isso existe no futebol — e jogam em casa, empurrados por suas torcidas. Ingrediente que, ao mesmo tempo em que ajuda, aumenta a responsabilidade e a obrigação de vencer. A Libertadores 2026 segue nesta quinta-feira, fechando a segunda rodada da fase de grupos. O Palmeiras é o primeiro a entrar em campo, às 19h, na arena alviverde — que mudou de nome recentemente, mas ainda não caiu de vez na boca do povo. Pela frente, o mediano Sporting Cristal, do Peru. No papel, o favoritismo é claro. Já o Flamengo, que joga às 21h30, encara um desafio mais espinhoso. O adversário é copeiro, mais encorpado que os peruanos, e deve impor dificuldades. Ao Rubro-Negro, será fundamental ter paciência para furar a provável retranca e construir o resultado. A rodada ainda traz outros dois confrontos: Lanús x Always Ready e Peñarol x Platense.

Zebras passeiam na Libertadores

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A noite foi gratificante para o alvinegro carioca, grande vitória, em Buenos Aires,  sobre o copeiro Racing, 3x2, que lava a alma do Botafogo e devolve a confiança para recuperação no Brasileirão e na Sul-Americana.  O fiasco do dia ficou por conta dos mandantes Cruzeiro e Fluminense, que oerderam em casa para Universidad Católica e Independente Rivadavia, pelo mesmo placar, 2x1, no Mineirão e no Maracanã.  O Timão venceu e abriu. grande vantagem no seu grupo,  6pg, 2x0 sobre o Platense e não tenho dúvidas que a claudicação foi bem encaminhada. 

Jogaço dna champions

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Não posso dar outra nota que não seja um dez para o jogo que acabei de ver na tela da minha TV. E digo, sem exagero: era daqueles que valiam pegar um avião, aterrissar em Munique e pagar caro por um ingresso na Allianz Arena, só para assistir de camarote. O primeiro tempo já dava o tom — intenso, vibrante, coisa grande. O segundo veio apenas para confirmar o espetáculo. No fim, um daqueles placares que contam história: Bayern 4, Real Madrid 3. Vitória alemã, vaga na semifinal carimbada e um jogo que certamente fica na memória de quem viu.

Mais gols que faltas

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  Com dez minutos de jogo, em Munique,  escrevi no Facebook.  Quando teremos um jogo deste no Brasil? Dois gols e zero faltas.   Primeiro tempo encerado e mais tres gols, um punhado de lances lindos, digno da tradição dos dois multi-campeões e mais gols do que faltas.  Este é aquele momento que eu digo. Vake a pena pagar para ver um espetáculo deste. Impossível não gostar.

Torcedor esquece, eu lembro

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  Da série “sou Flamengo e tenho uma nega chamada Tereza”, do tijucano Jorge Ben — parceiro das peladas na Tijuca —, como o meu amigo Yussef Salim, o Sefinho, que me resgata aqui um debate eterno: qual foi o pior ataque da história do Flamengo? Durante muito tempo, tive convicção. Para mim, nada superava aquele desastre recente da era Mano/Pelaipe. Mas o tempo — e a memória — são traiçoeiros. Revendo 2013 e puxando o fio até 1971, começo a desconfiar que sempre dá pra piorar. E como dava. Corria 1971, minha fase carioca raiz. Rua José Higino, em frente à Brahma, Maracanã como extensão de casa. Era sair de Copacabana e cair nas gerais do Mário Filho como quem entra no quintal. Futebol era rotina, vício e linguagem. Nas peladas do quartel dos bombeiros, entre uma dividida e outra, a resenha corria solta. Flamengo, Vasco, Fluminense… e um Botafogo que naquele ano jogava um absurdo, até perder um Carioca que seus torcedores juram, até hoje, ter sido roubado pelo gol de Lula. Mas voltem...