Lembranças de Ermê Sollon
Sexta-feira é dia de reunião no Armazém — e quase sempre rende ótimos papos para a nossa coluna semanal. Ontem não foi diferente. Tivemos o prazer de receber uma dupla carioca daquelas: dois flamenguistas juramentados, afinados nas ideias, que logo transformaram a calçada mais disputada da Rua Formosa em palco de uma boa resenha. O melhor de tudo é que eles ainda não se conheciam. A surpresa foi dos dois. Eu vivia falando de um para o outro, mas o encontro só aconteceu ali, como se estivesse marcado pelo destino. Segundo Motta, conhecer o velho jornalista Ermenegildo Sollon era quase um sonho. E veja a coincidência: chegaram a Campos no mesmo dia e foram parar no mesmo prédio. Sollon hospedou-se lá em casa; Motta, na residência do mano. Fernandinho, ao saber da presença dos dois rubro-negros, tratou logo de avisar a turma que chegava, como de costume, aos poucos: — Hoje aqui só vai dar Flamengo! Dudu, outro do mesmo time, não deixou por menos: — Aqui sempre foi e sempre será Flam...