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Um trem azul em Vila da Serra

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     Viver é melhor que sonhar  Sentado na calçada do condomínio, aqui em Vila da Serra, sem canudo ou canequinha, mas com o sol batendo direto na cabeça, deixo o pensamento correr solto — desses que só aparecem quando a gente não chama. Fico imaginando como conseguem fazer canções. Letras, no caso. Como alguém junta meia dúzia de palavras e, de repente, desmonta a gente por dentro. Tem música que não toca — atravessa. E aí me vejo embarcando num trem azul, desses que não param em estação nenhuma. Não tem chegada, nem despedida. Só leva a gente pra um passado recente, ainda quente, ainda vivo. No fone, Paulo Diniz pergunta: “como vou deixar você?”. E eu fico aqui, sem resposta. Porque, meu caro, a vida às vezes só anda mesmo em linhas tortas. Como é que deixa, se ainda ama? Logo depois, como se fosse combinado, aparece Belchior. E aí já era. Ele vem com aquele jeito de quem entende tudo sem explicar muito. Eu não sou um Rapaz Latino-Americano, é verdade — mas estou c...

Sul-Americana é o melhor da noite

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  Com cinco jogos e quatro brasileiros em campo, a Copa Sul-Americana ganha o destaque da noite desta terça-feira. Até porque, na Libertadores, só o Mirassol entra em campo — como já comentei aqui abaixo. A programação noturna começa cedo, às 19h, em dose dupla: Grêmio x Deportivo Riestra. E me diga você: já tinha ouvido falar desse time argentino? Eu, sinceramente, não. E é bom o Tricolor Gaúcho não fazer feio em casa… porque, se complicar contra um desses, a corneta vem forte. Outro que também não pode dar vexame diante da sua torcida é o São Paulo. Assim como o Grêmio, é tricolor, mas o paulista precisa ficar esperto para não entregar a paçoca ao chileno O’Higgins, no Morumbi. Olho nele, Roger — porque a paciência não anda lá muito longa. Às 21h, no caldeirão de São Januário, Renato coloca o prestígio em jogo. Já são quatro partidas sem vencer, e a chance de respirar aparece logo mais, contra outro chileno — o Audax Italiano, esse sim com nome e origem que entregam a mistura. O ...

Seu time joga hoje?

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Semana sem Brasileirão é tipo terça-feira sem café: falta alguma coisa… mas dá pra enganar bem. Porque o cardápio até que é honesto. Tem Liga dos Campeões lá na Europa, tem Sul-Americana e Libertadores por aqui — e, no meio disso tudo, sempre dá pra garimpar um bom jogo. Se me pedirem um pitaco, eu digo sem pensar muito: 16h é hora de dar aquela escapada estratégica. Seja no trabalho, no colégio ou onde der. Porque tem Atlético de Madrid x Barcelona, com o time de Madrid defendendo um 2 a 0 no agregado, jogo com cara de tensão até o último minuto. Ou então Liverpool x PSG, com os franceses trazendo a mesma vantagem de 2 a 0 na bagagem. Dois jogos, duas histórias, e aquela dúvida boa pra resolver. À noite… aí já não dá pra prometer tanto. A Libertadores vem meio chocha, com só um brasileiro em campo entre os sete jogos do dia: o Mirassol, lá em Quito, tentando respirar no ar rarefeito contra a LDU. Missão daquelas. Agora, se a ideia é ver bola rolando com mais sotaque brasileiro, a pedi...

O bom e o ruim da rodada

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  Rodada 11 do Brasileirão: o retrato de um campeonato ainda em aberto Rodada 11 do Brasileirão — ainda com alguns times com apenas 10 jogos — e fica a pergunta: o que de melhor (ou pior) marcou a rodada? E, mais importante, como está o seu time a esta altura do campeonato? Foi ruim para o Palmeiras. Já contei aqui: no Derby, jogo de onze contra oito. Um time perdido, outro dominante — e o resultado refletiu bem isso. Ótimo para o Flamengo. Também já registrei: vitória por 2 a 1 no Fla-Flu, daquelas que valem mais do que três pontos, especialmente pelo peso do clássico. Terrível para Vasco e Botafogo, que tropeçaram diante de equipes medianas, daquelas que costumam apenas fazer figuração no campeonato. Perder pontos assim cobra seu preço lá na frente. E os mineiros? Nada de alegria para seus torcedores. Atlético e Cruzeiro seguem sem empolgar. O mesmo vale para os gaúchos: a dupla Gre-Nal ainda assusta mais pelo risco do que pela ambição. Enquanto isso, Santos e Corinthians também ...

Derby sem alma

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  Derby para esquecer (ou para cobrar) O futebol brasileiro anda mesmo decidido a testar a paciência do seu público. Neste domingo, mais uma vez, fez questão de complicar o que deveria ser simples: espalhou jogos em horários sobrepostos e obrigou o torcedor a fazer malabarismo. Fiquei com Flamengo x Fluminense, mas dei minhas escapadas para o Derby entre Corinthians e Palmeiras. Confesso: talvez eu devesse ter ficado onde estava. Porque o que apareceu na tela, do outro lado, foi um clássico sem grandeza. Um jogo travado, pobre tecnicamente e, pior, carregado de uma postura que nada tem a ver com quem se coloca como protagonista do campeonato. O Palmeiras — tão elogiado, tão temido — resolveu trocar futebol por reclamação. Jogadores cercando árbitro, pressionando, tentando empurrar decisões no grito. Um comportamento que não combina com quem veste a fantasia de melhor time do país. E aí vem o detalhe que desmonta qualquer defesa: vantagem numérica por boa parte do jogo. Onze contra ...

Finalmente um bom jogo no Rio.

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               E deu Flamengo Flamengo saiu na frente com quem tem estrela. Pedro, novamente no início — desta vez no segundo tempo — fez 2 a 0 e abriu uma vantagem que parecia confortável. Mas o gol, curiosamente, não fez bem ao rubro-negro. O time parou. Continuou errando passes em excesso, perdeu intensidade e, tirando uma bola na trave de Fábio, pouco produziu. Do outro lado, Luis Zubeldía mexeu no time e o Fluminense cresceu no jogo. Bastou mais um erro: um passe preciso de Alessandro para Jefferson Savarino diminuir o placar e incendiar a partida. A partir daí, o jogo se abriu de vez. O empate rondava, enquanto o Flamengo insistia em desperdiçar bolas no meio-campo. Lá atrás, Agustín Rossi e Fábio seguravam o resultado e mantinham o placar em suspense. Um típico Fla-Flu: quente no fim, imprevisível até o último minuto, daqueles em que tudo pode acontecer. E quase aconteceu — não fosse a grande chance desperdiçada por Bruno Henrique, que pode...

Opinião: Bom primeiro tempo no Maracanã

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  Um gol de Pedro, e não um gol qualquer, um golaço, logo nos primeiros minutos do Fla x Flu,  deixou o Fluminense atônito e o Flamengo confiante.  Aliás, e a propósito. O Flamengo quebrou o recorde da temporada, nove finalizações e quatro destas no alvo, o que não acontecia há algum tempo.  O tricolor só conseguiu jogadas com perigo após erros de passes da defesa do Flamengo, que andou se atrapalhando no primeiro tempo. Sem Jorginho e Pulgar e com Emerson e Paquetá, ficou faltando algo mais no meio campo rubro- negro.