Uns chopes prá distrair
Cinco caipiras e um punhado de chope Tem cidade que a gente visita E tem cidade que a gente vive — mesmo que por dois dias. Ribeirão Preto, pra mim, sempre foi assim: mais do que destino, virou cenário de memória. Nos anos 80, eu ainda era aquele sujeito em formação — curioso, meio atrevido, desses que aparecem sem ser chamado e ficam. Ia pra São Paulo sempre que podia, grudava no José Maria de Aquino e me infiltrava no mundo que eu queria um dia chamar de meu. Redação, viagem, estádio… eu estava sempre por perto. Um “malinha”, como diria Fausto Silva, mas com sede de aprender. E aprendi. Aprendi vendo gente grande trabalhar, ouvindo mais do que falando — embora às vezes eu falasse demais. Gente como Antero Greco, que tinha a elegância de quem sabia tudo sem precisar provar nada. Eu dava meus pitacos sobre futebol internacional, ele escutava como se aquilo importasse. Talvez nem importasse. Mas pra mim, importava tudo. Fo...