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Bife, Saudade e Conversa Fiada (da boa)

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  Bife, Saudade e Conversa Fiada (da boa) Sábado, 6 de agosto. Corrida de São Salvador rolando solta lá na nossa Formosa, e eu, como manda o figurino, sentado com a turma do Armazém na Pracinha do Sossego, encostado no quiosque do Eraldo. Cerveja indo, conversa vindo… quando o Motta solta: — Você conheceu o Bar do Lomeu? O melhor bife de Campos era lá! Eu, na lata: — Rapaz… não tive essa honra, não. Mas olha… queria, viu? Porque, convenhamos, bife bom a gente respeita. E já fui logo puxando sardinha pro meu lado: — Mas bater o do Farid, lá de Miracema… aí já é outra conversa… E nisso, sem pedir licença, a memória entrou na roda. Veio na cabeça o Irajá Carneiro, figuraça. Toda vez que me via, mandava: — Gosto de ir a Miracema pra comer em pa... E eu, burro velho, anos achando que o homem falava “empada”. Ficava doido: “Que empada é essa, meu Deus, que eu nunca vi?” Demorei… mas um dia descobri. Foi lá no Bar Capital, entre uma coxinha quase do nível do Zé Careca e outra cerveja. Ele...

S.O.S Aero Clube

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  AERO CLUBE DE MIRACEMA: ENTRE A MEMÓRIA E O ESQUECIMENTO Há textos que o tempo leva. Outros… o tempo apenas confirma. Volto a escrever sobre o Aero Clube de Miracema. Não por nostalgia gratuita, nem por apego exagerado ao passado. Volto porque nada mudou. E, quando nada muda, a gente começa a entender que o risco não é apenas o abandono físico — é o esquecimento. Anos atrás, escrevi um pedido de socorro. Um grito, talvez. Daqueles que a gente lança esperando eco. Esperando que alguém ouça, se incomode, se mova. Mas o tempo passou… e o silêncio respondeu. O Aero Clube segue lá. De pé — ainda. Resistindo mais pela teimosia da estrutura do que pela ação dos homens. Um lugar que já foi símbolo de encontros, de celebrações, de vida social intensa, hoje parece caminhar lentamente para se tornar apenas uma lembrança. E que lembrança. Ali aconteceram bailes que marcaram gerações. Os inesquecíveis Bailes de Debutantes. Os carnavais que misturavam música, suor e paixões que começavam na pi...

Mudou algo na Seleção?

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O Brasil perdeu para a França por 2 a 1, e o placar foi lucro. Chamo de 'placar mínimo' não pela diferença de gols, mas pela pobreza do que a Seleção entregou diante de um domínio francês absoluto. ​Fiquei em silêncio por algumas horas para ver se alguém trazia algo novo. Doce ilusão. O que vi foi a mesma tropa de choque de sempre. De um lado, o pessimismo vazio; do outro, os defensores de plantão da CBF, aqueles que analisam o jogo com a planilha de pagamento na mão. É o jornalismo de resultados... financeiros. ​O campo? Ah, o campo é o que menos importa para essa gente. A Seleção virou um balcão de negócios onde o futebol é apenas um detalhe incômodo. Terça-feira tem Croácia. Alguém acredita em mudança ou vamos continuar assistindo a esse teatro de sombras?"

E hoje tem França x Brasil no país da Copa

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Quando digo que não tenho mais um pingo de interesse nos jogos da Seleção da CBF, sempre aparecem críticas: “Você é jornalista esportivo, tem obrigação de comentar os jogos da seleção brasileira.” Sim, é verdade, é obrigação — e só por isso o faço. Mas hoje percebo que passei do ponto. Confesso: não sabia sequer que haveria um amistoso Brasil x França, preparatório para a Copa do Mundo, lá no país do Mundial de 2026. Passei do ponto, sim. Mas não por descuido ou qualquer desculpa esfarrapada. Foi porque me desliguei, mergulhado na preparação dos textos e crônicas do meu blog/livro, e fiquei totalmente distante das informações sobre o selecionado e desta data FIFA. O que vou dizer agora certamente dividirá opiniões, meio a meio, entre os que concordam e os que discordam. Mas preciso registrar: a França é favorita, e há uma boa chance de mais um vexame brasileiro nos Estados Unidos. Não afirmo que acontecerá, apenas aponto a probabilidade — caso o time repita o futebol ruim ou mediano do...

Gelada? Qualquer uma.

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  Tem certas coisas que rendem crônicas. Não só o futebol e suas torcidas — a cerveja também rende bons papos nos bares da vida. E, volta e meia, até confusão. Não por beber, mas por preferir uma ou outra marca, como sempre foi comigo desde que comecei com minhas “louras geladas”. Lá no Bar do Vicente, do meu avô Vicente Dutra — que depois virou Bar do Zebinho, do meu pai — eu cresci ouvindo a mesma cena se repetir. Os caras chegavam do trabalho, naquele horário que hoje chamam de “happy hour”, mas que pra nós era só o momento sagrado de jogar conversa fora, e já gritavam da porta: — Seu Vicente! Sai uma Brahma casco escuro, bem gelada! E aquilo me intrigava. Todo mundo pedia casco escuro. Antártica ou Brahma. Mas então por que diabos existia casco verde? Fui entender isso anos depois, já na Rua José Higino, na Tijuca, onde ficava a fábrica da Brahma. Fui morar por lá com minha tia Durvalina e conheci o Marreco, sujeito que trabalhava na fermentação e batia ponto também no bar do S...

Papo de Bola - Seleção e Série B do Brasileirão

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  Seleção Brasileira entra na última semana de treinos e testes para que Ancelotti defina os 26 convocados rumo ao Mundial de 2026, que acontece entre junho e julho.   Mas afinal, quem são os preferidos do blogueiro? E eu, simples jornalista aposentado, teria alguma voz ativa para mudar algo? Claro que não. Renato Borges sigo em cima do muro, concordando com o Mister em todas as decisões.   Enquanto isso, o Botafogo procura um novo técnico. A antiga diretoria sonha em retomar o comando, tentando expulsar o ex-ídolo da torcida, o americano John Textor. O que vai acontecer? Quem respondeu “nada” tem 90% de chance de acertar.   E, para fechar o Papo de Bola de hoje, deixo a provocação: você sabia que a Série B do Brasil já começou?  

As Regras das Peladas de Miracema

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Recebo novamente um zap do amigo Cacá Motta, falando das regras básicas das peladas de rua ou de campinho pequeno. Tudo como d’antes, não no quartel de Abrantes, mas como na minha Miracema, nos áureos tempos das peladas do Rink e do Ginásio. Ali jogavam craques como Genuíno, que nos deixou recentemente e hoje faz companhia a outros grandes jogadores. Havia os escolhidos primeiro, como Haroldo Bodica, ou os que faziam a festa nas laterais, como César Linhares, o César do Erotildes. Figuras constantes das nossas disputadíssimas peladas do Ginásio Miracemense. Felizmente nunca vivi a regra número dois: “ser escolhido por último é humilhação”. Não era craque de primeira pedida, mas como bom artilheiro, sempre entrava cedo nos times dos capitães. Já a regra três, “um time joga de camisa e o outro sem”, quase não existia no meu tempo. Poucas vezes vivi essa sensação. Era um punhado para um lado e outro para o outro, e quem quisesse que identificasse seu parceiro. Fácil: todos se conheciam e ...