300 metros de emoção
Miracena tem poder sobre mim: me faz sorrir, me faz chorar, me faz sentir saudade… e, às vezes, tudo isso em apenas uma hora. Foi exatamente assim. Cheguei ao ponto de encontro feliz, distribuindo abraços, beijos e reencontrando velhos amigos. A alegria estava estampada no rosto daquele menino que, mais uma vez, voltava à terrinha para desfilar em homenagem à quase centenária Miracema. Mas aquele não seria um desfile qualquer. Era também a primeira aparição pública ao lado dos confrades da Academia Miracemense de Letras. Só de olhar para os membros da Academia, o coração já acelerava. Emoção pura. E como se não bastasse, veio a responsabilidade: fui escolhido para carregar o estandarte da AML, ao lado do companheiro Apolinário. Que honra. Que privilégio. Mas também que peso... afinal, sou o caçula da turma, e isso só aumentava minha responsabilidade. O desfile começou. O Hino Nacional tocou e já senti o primeiro golpe no coração. Mas quando ecoou “Miracema Cidade”, o nosso...