Postagens

Postagem em destaque

As Regras das Peladas de Miracema

Recebo novamente um zap do amigo Cacá Motta, falando das regras básicas das peladas de rua ou de campinho pequeno. Tudo como d’antes, não no quartel de Abrantes, mas como na minha Miracema, nos áureos tempos das peladas do Rink e do Ginásio. Ali jogavam craques como Genuíno, que nos deixou recentemente e hoje faz companhia a outros grandes jogadores. Havia os escolhidos primeiro, como Haroldo Bodica, ou os que faziam a festa nas laterais, como César Linhares, o César do Erotildes. Figuras constantes das nossas disputadíssimas peladas do Ginásio Miracemense. Felizmente nunca vivi a regra número dois: “ser escolhido por último é humilhação”. Não era craque de primeira pedida, mas como bom artilheiro, sempre entrava cedo nos times dos capitães. Já a regra três, “um time joga de camisa e o outro sem”, quase não existia no meu tempo. Poucas vezes vivi essa sensação. Era um punhado para um lado e outro para o outro, e quem quisesse que identificasse seu parceiro. Fácil: todos se conheciam e ...

Sonho bonito de sonhar

  GOL QUE ESPEROU POR MIM Naquela madrugada, quando o calor nem deixava o sono descansar direito, eu viajei. Não de ônibus, não de trem, nem de avião. Viajei no tempo. Voltei a ser menino. Sem barba, sem pressa, sem cansaço. Só sonho. E lá estava eu, em Miracema, com a camisa do Rink colada ao corpo e o coração batendo mais forte que qualquer torcida. O campo não tinha arquibancada, mas tinha história. E tinha eles. Lauro. Cabeludo. Braizinho. Não eram homens. Eram luz. Jogavam fácil, como quem conversa com a bola e ela entende. Eu corria. Tentava acompanhar. Chegava perto, errava, voltava. Como sempre. Mas o sonho… ah, o sonho tem piedade da gente. E então veio. Pelo lado direito, como se o tempo desacelerasse só pra ver melhor. Braizinho toca. Cabeludo sorri com a bola nos pés. Lauro recebe como quem já sabia o final. E eu… eu estava lá. Pela primeira vez, no lugar certo. No tempo certo. A bola veio. Mansa. Redonda. Perfeita. Como um presente guardado a vida inteira. Dominei. O m...

Achados e não perdidos

  ACHADOS E NÃO PERDIDOS — (ou: quando o rádio era aventura) Hoje é dia de rebobinar a fita e puxar da memória alguns lances do meu tempo de rádio, lá na terrinha, quando a gente fazia o impossível para levar alguma novidade à turma do esporte. E foi justamente num desses jogos de Eliminatórias, no Morumbi, que a Princesinha fez sua estreia fora do nosso território. Brasil x Bolívia. Lá estava este repórter, entre entrevistas e tentativas quase frustradas de chegar perto de Telê Santana — treinador que não gostava muito de falar fora da coletiva. Fui ao seu encalço. No caminho, encontrei o zagueiro Mozer, que dois anos antes havia passado por Miracema com a seleção de juniores do Rio. Papo vai, papo vem… veio também o pedido de ajuda. E não é que funcionou? No início, Telê se esquivou. Mas quando soube que nossa cidade era menor do que sua Itabirito, em Minas, parece que amoleceu. Talvez tenha sido solidariedade, talvez curiosidade… ou só o charme da insistência bem-humorada. Resul...

Papo de Bola: Procurando assunto

  Passei um final de semana prolongado — e que final de semana porreta, sô! Fiquei desligado do futebol, só vi Corinthians x Flamengo na íntegra. Mas, para ser sincero, o papo sério e interessante com o Zé Luiz, nosso Categoria, foi bem mais proveitoso que o jogo em si.   Explico isso para justificar minha ausência na coluna do GE Esporte e nos papos de bola aqui no blog. Assunto não faltou:   - Demissões de treinadores, que já viraram rotina no futebol brasileiro.   - Vitórias seguidas do Vasco, que trazem boas novidades e animam a torcida.   - O início da Série B, que passou quase despercebido, mas já trouxe surpresa: a goleada sofrida pelo Fortaleza. Que feio, Leão!   - E claro, o sorteio da Copa do Brasil, com as tradicionais bolinhas quentes e geladas.   Como o tema da semana acabou ficando restrito à Data FIFA, volto depois com mais “Papo de Bola”.  

Opinião:Tempo perdido

  Se eu gostei do primeiro tempo,  em Itaquera, não posso dizer o mesmo do tempo final. Simplesmente não houve jogo e quem mais apreceu foi o árbitro, que expulsou Everton,  do Flamengo, se Goiânia justamente ou não eu tenho minhas dúvidas.  Só posso dizer que os dois times tiveram medo de osrdet e quando isso acontece acaba a vontade de vencer. Resumindo: O segundo tempo não mrrece comentário e estamos conversados. 

Opinião. Justo empate

 Um bom primeiro tempo em Itaquera, o gol no começo deixa a impressão que seria um jogo fácil. Porém... tem sempre um porém, como no jogo de quinta, contra o Remo, as bolas perdidas no meio campo provocam ataques perigosos e num destes o Corinthians empatou. Qqq

Vasco gigante

  Rodada marcada por contrastes e emoções Vasco 2x1 Grêmio   Em São Januário, o Vasco mostrou força e personalidade diante do Grêmio. A vitória por 2 a 1 foi construída com intensidade e apoio da torcida, que empurrou o time até o fim. O Tricolor gaúcho não se entregou e teve chances claras de empatar nos minutos finais, mas o Gigante da Colina resistiu e subiu mais um degrau na classificação. A atuação reforça a sensação de que o clube perdeu tempo em fases anteriores e agora reencontra competitividade. Remo 4x1 Bahia   Em Belém, o Remo atropelou o Bahia e derrubou a invencibilidade da equipe de Rogério Ceni. O placar de 4 a 1 não deixou margem para interpretações: foi um jogo de domínio azulino e de fragilidade baiana. A derrota expôs falhas e trouxe um tom de humilhação para quem vinha sustentando discurso de força e consistência. Cruzeiro 0x0 Santos   No Mineirão, o empate sem gols refletiu fielmente o que se viu em campo. Pouca inspiração ofensiva...