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Lembranças de Ermê Sollon

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  Sexta-feira é dia de reunião no Armazém — e quase sempre rende ótimos papos para a nossa coluna semanal. Ontem não foi diferente. Tivemos o prazer de receber uma dupla carioca daquelas: dois flamenguistas juramentados, afinados nas ideias, que logo transformaram a calçada mais disputada da Rua Formosa em palco de uma boa resenha. O melhor de tudo é que eles ainda não se conheciam. A surpresa foi dos dois. Eu vivia falando de um para o outro, mas o encontro só aconteceu ali, como se estivesse marcado pelo destino. Segundo Motta, conhecer o velho jornalista Ermenegildo Sollon era quase um sonho. E veja a coincidência: chegaram a Campos no mesmo dia e foram parar no mesmo prédio. Sollon hospedou-se lá em casa; Motta, na residência do mano. Fernandinho, ao saber da presença dos dois rubro-negros, tratou logo de avisar a turma que chegava, como de costume, aos poucos: — Hoje aqui só vai dar Flamengo! Dudu, outro do mesmo time, não deixou por menos: — Aqui sempre foi e sempre será Flam...

Garrincha: A alegria do povo

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    Garrincha morreu em 20 de janeiro de 1983, aos 49 anos — embora tenha vivido como poucos. Carregava no corpo as marcas de muitas batalhas, das contusões acumuladas, e na vida travava uma luta dura contra o alcoolismo. Ainda assim, guardo uma certeza: jamais vi Garrincha jogar mal com a camisa da Seleção Brasileira. Com ela, foi sempre brilho, sempre encanto. E, ao lado de Pelé, nunca conheceu a derrota. Eu e Fisíco, botafoguense fanático e apaixonado por Garrincha, travávamos debates memoráveis nos fins de tarde, no velho Bar do Vicente Dutra. A discussão era sempre a mesma: quem foi o maior jogador brasileiro daqueles anos dourados do nosso futebol, Pelé ou Garrincha? Eu, rendido à arte e à magia do Rei, defendia com unhas e dentes o camisa 10 do Santos e da Seleção. Fisíco, fiel à sua paixão, não dava o braço a torcer. Sempre tinha uma jogada genial do "Seu Mané" na ponta da língua. E, como acontece nas melhores discussões de botequim, a conversa terminava sempre empata...

Papo de Botequim. Einsten tá certo

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  " A imaginação é mais importante do que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação abraça o mundo." Assim disse Albert Einstein. Essa é uma das mais célebres citações do físico alemão. E o que ela tem a ver com o que comento hoje, neste Papo de Botequim? Tudo. Manoel tem pouco estudo e poucas oportunidades. Seu conhecimento formal é limitado, mas lhe sobram imaginação, paciência e vontade de aprender. É torneiro mecânico e lê o suficiente para sentar-se à mesa do bar e conversar, de igual para igual, com os amigos da roda de sábado. Na contramão do que acabei de dizer, José, advogado formado, oriundo de uma família financeiramente abastada, teve todas as oportunidades para adquirir amplo conhecimento. E, de fato, o adquiriu. Mesmo assim, não consegue decolar na carreira que escolheu. No último sábado, mostrei essa citação aos dois, separadamente. Manoel respondeu de imediato: — Essa frase foi feita para mim. Esse cara sou eu! José, por sua vez, disse apenas: — ...

Sábado de decisões no Brasileirão

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A rodada 31 começou ontem com a vitória do Mirassol por 2 a 0 sobre o Internacional, complicando a situação do Colorado na zona de rebaixamento. Restam apenas sete jogos para a equipe tentar evitar o descenso. A programação de hoje reserva confrontos decisivos:   - Botafogo x Chapecoense (18h, Nilton Santos): Uma derrota da Chapecoense pode encaminhar matematicamente seu rebaixamento nesta rodada.   - Atlético-MG x Coritiba (18h30, Arena MRV): Duelo direto por uma vaga na Copa Sul-Americana.   - Athletico-PR x Palmeiras (19h30, Ligga Arena): Confronto direto na briga pelo título. O Furacão (53 pts) foca no Brasileirão, enquanto o Palmeiras divide atenções com a Libertadores e a Copa do Brasil.   - São Paulo x Vasco 21h, Morumbi: Duelo entre dois campeões nacionais que buscam se afastar do Z-4 e dar uma resposta às suas torcidas.

O MELHOR APITO FOI O ÚLTIMO

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  Se o primeiro tempo foi ruim e você imaginou que o futebol melhoraria na segunda etapa, enganou-se redondamente. Ficou pior ainda! O Estudiantes entrou no ritmo sonolento do Flamengo e os dois proporcionaram um espetáculo decadente, deprimente e indigno de quem esperava assistir a uma boa partida de futebol. E eu, sentado sozinho na poltrona da sala, fiquei pensando com meus botões: será que tive coragem de assistir a esse jogo até o fim? Por muito menos, desisti de acompanhar Fluminense x Palmeiras, que também foi ruim, mas pelo menos teve três gols para justificar o tempo perdido. E, para completar a noite de sofrimento, apareceu o moço do apito. Conseguiu ser pior que os dois times! Uma sucessão de decisões equivocadas, irritantes e difíceis de entender. No fim das contas, o melhor apito da noite foi justamente o último. Aquele que nos livrou do sofrimento!

0x0 porque não pode ser menor

  Um primeiro tempo de muitos erros, do Flamengo e do árbitro, que por sorte carioca os argentinos tambem errsm demais.  Resumo: Jogo dos 23 erros e por isto um 0x0 horroroso e para não alongar muito. Qual a função de Bruno Henrique na partida?

Flamengo na Argentina por mais uma final

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Flamengo busca hoje, em La Plata, o caldeirão chamado Uno, pelo menos uma pequena vantagem que possa lhe dar uma tranquilidade no jogo da volta, valendo vaga na final da Libertadores, no Maracanã, na próxima semana.  O adversário é multicampeão, copeiro e que sabe, como poucos, como é jogar a Libertadores, Estudiantes de La Plata, que merece respeito e que tem um bom retrospecto jogando contra o Flamengo na Argentina.  Obrigação de vencer é deles, obrigação de fazer um jogo decente e competitivo é do Flamengo, portanto esperamos pelo menos uma boa arbitragem e que seja um jogo limpo.