Do lado esquerdo do balcão


    Onde a vida senta à mesa


Diz a canção… amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito. Assim cantou Milton Nascimento. E eu, que sempre gostei e cultivo amizades, não poderia ficar apenas na primeira parte de uma crônica que me deu tanto prazer escrever — e mais ainda em continuar, trazendo novos amigos e outros ambientes do mesmo naipe dos já citados.

Andei pelos bares do mundo, mas 
duvido que tenha encontrado por lá os Notáveis, os amigos do Itaparica, e os irmãos camaradas que retrato aqui neste papo de boteco. 

Não será um capítulo solo. Apenas a primeira foto, abrindo a brincadeira — séria, como toda boa brincadeira deve ser. E essa abertura não poderia ser outra: o nosso armazém. 

Sagrado encontro das sextas-feiras, onde, desde o fim dos anos 1990, a gente se reúne para conversar, discordar no bom sentido, provocar um ao outro, ouvir as músicas dos anos 1970 — os nossos anos — e, claro, encarar as serestas que o dono da casa, Lenílson, puxa depois de um ou dois copos.

Tem preço encontrar e brindar com a celebridade médica de minha cidade? Saúde! Dr Renato Faver. Foto ao lado, um médico que cuidou de toda uma cidade e, com sua simplicidsde faz um tim... tim...
comigo em um bar da nossa Miracema;

Ah… tem mais uma foto que não pode faltar. Me perdoem, mas essa é obrigatória. Um clique da Marina, lá em Sintra, Portugal. Um dos balcões mais bonitos do mundo — e que, curiosamente, me transporta direto para o Bar Pracinha, aquele antigo de Miracema, na esquina das ruas Marechal Floriano com Francisco Procópio.

Falei lá em cima que amizades nascem com facilidade em mesas de bar. Mas… e quando as cadeiras são ocupadas por amigos que já são irmãos? Aí faltam palavras — e, curiosamente, também não adianta dobrar a cerveja. O que nunca falta são as conversas sobre futebol e as gargalhadas soltas.

E, para fechar esse papo de bar, eu insisto: você já fez amizade tomando leite? Eu, não. As minhas foram todas consolidadas entre boas “primas” no Armazém do Lenílson, na velha Kiskina, hoje no Prime — e também nos bares do mundo afora, nas viagens da vida.

Quem nunca? Que se apresente.

Certo, Zé Mário?


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