Com suor e inteligência
Deu Flamengo no Maracanã
Quem olha o 2 a 0 pode até imaginar uma tarde tranquila. Não foi. O jogo teve suas curvas, principalmente num segundo tempo em que o Bahia resolveu sair da toca e incomodar de verdade.
Mais solto, mais corajoso, o time de Rogério Ceni empurrou o Flamengo para um jogo menos confortável. Apertou a marcação, abriu pelos lados e obrigou o rubro-negro a pensar mais do que gostaria. Foi ali que o jogo pediu cabeça fria.
E é nessas horas que aparece a mão do treinador. Do outro lado, a resposta veio no momento certo. Mexeu quando precisava mexer, arriscou quando o empate começava a dar as caras no horizonte.
Saíram Giorgian De Arrascaeta e Everton Araújo. Entraram Nicolás De La Cruz e Saúl. Mudou o ritmo, mudou o jeito de jogar. O time ganhou fôlego, ganhou presença e passou a ter mais controle do que estava escapando.
E futebol tem dessas coisas: às vezes é preciso mexer certo e ter aquele empurrãozinho do destino. As peças que vieram do banco participaram diretamente da jogada que deixou Paquetá em condição de resolver. E resolveu.
No fim, vitória justa do Flamengo, mas construída com suor e leitura de jogo. Daquelas que não empolgam pelo brilho, mas convencem pela maturidade.
E campeonato é isso: nem sempre dá espetáculo — às vezes, basta saber ganhar.

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