Assim é o torcedor
De bestial a besta
Esta derrota do Flamengo para o Bragantino me leva a pensar na dura vida do torcedor das antigas, que fica meio maluco lendo as novidades nas redes sociais — esse território moderno e, convenhamos, meio insano.
As discussões nas mesas dos bares, nas esquinas e nos calçadões — antigos pontos de encontro de boatos e fofocas — praticamente desapareceram. Foram substituídas por celulares apressados, telas pequenas e opiniões ainda menores.
Duas vitórias seguidas, coisa rara atualmente, elevam o treinador à categoria de “bom”. Três vitórias, vira “gênio”. Cinco vitórias, “bestial”. Sim, isso mesmo. Basta recorrer aos comentários mais recentes para comprovar.
Mas basta uma derrota e um empate para surgirem as dúvidas. Três derrotas, “burro”. Quatro derrotas, “besta”. E lá se vão, com a mesma velocidade, os adjetivos que antes exaltavam aquele mesmo gênio — ou bestial — agora rebaixado pelo mesmo torcedor.
No fim das contas, hoje parece até mais divertido ler as redes sociais no dia seguinte do que assistir ao jogo ao vivo, em alta definição.

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