Resumo do que vi e não vi na rodada 12
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Entre o apito e o campo
Fiquei devendo o pitaco sobre a vitória do Palmeiras na noite de ontem. Não por descaso, mas por coincidência de agenda: o jogo corria praticamente no mesmo horário do Flamengo, com meia hora de diferença, e naquele intervalo eu me dividia entre assistir e escrever sobre o que acontecia no Maracanã — primeiro e segundo tempo já pedindo registro.
Mas, no futebol, quem não vê, ouve. E eu ouvi de quem confio: houve pênalti não marcado para o Athletico Paranaense, já perto do fim, lance que poderia muito bem ter mudado o destino da partida. Reclama-se do VAR, como sempre, como se ali estivesse a solução de todos os problemas. Não está. O VAR pode até corrigir um lance, mas não corrige postura, nem compensa o que deixou de ser feito ao longo dos noventa minutos.
Também não vi a derrota do Atlético Mineiro em Curitiba, diante do Coritiba. E aí fica a pergunta inevitável: onde encaixar, agora, a arrogância do zagueiro Lyanco diante de um lance tão infeliz? É verdade, erros acontecem — até com os melhores do mundo. A diferença é que os melhores acumulam crédito; são perdoados com mais facilidade. Lyanco ainda constrói o seu. E a torcida do Galo, exigente como é, até pode perdoar… mas não costuma esquecer tão cedo.
No resumo da rodada, duas impressões bem claras. O Botafogo foi quem mais me impressionou: vitória larga, segura, dessas que mostram um time que sabe o que faz. Já o Vasco foi a surpresa — forte em casa, competitivo, fazendo frente a um adversário de peso como o São Paulo. São Januário, quando empurra, faz diferença.
No mais, a rodada caminhava dentro de uma certa normalidade… até a derrota do Internacional para o Mirassol. A fase do Colorado é ruim, daquelas em que nada encaixa e tudo parece conspirar contra. E quando chega nesse ponto, no Brasileirão, tudo pode acontecer — inclusive o improvável deixar de ser surpresa.
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