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Complemento da rodada

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Complemento da rodada Nosso campeonato principal tem seis jogos neste domingo. Já comentei sobre os dois principais logo abaixo, e agora sigo com o complemento da rodada, destacando os que estarão na grade da Globo e os que fecham o domingão de bola na Série A do Brasileirão. A bola começa a rolar cedo, às 11 da manhã, em Porto Alegre: Inter x Mirassol. Pelo que as duas equipes apresentaram até aqui na competição, é daqueles jogos que prometem mais disputa do que brilho — pode ser duro de assistir. Na sequência, na “Platinada”, temos um clássico de desesperados: Santos x Fluminense, às 16h, na Vila Belmiro. Jogo pesado, de nervo à flor da pele e muita coisa em jogo. No Couto Pereira, também às 16h, o Coritiba recebe o Atlético Mineiro. Duelo interessante, com o Galo tentando impor sua força fora de casa, enquanto o Coxa busca se afirmar diante da sua torcida. Fechando o domingo, Bragantino x Remo, às 18h30. Curiosamente, colocado no mesmo horário dos melhores jogos da rodada — talvez u...

Favoritos em campo

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  Seis jogos movimentam o futebol brasileiro neste domingo, mas o que há de melhor está lá na Inglaterra, pela Premier League , com o clássico entre Manchester City e Arsenal . Um confronto que ainda vale muito na briga pelo título do campeonato inglês. Vale a pena conferir na ESPN , às 12h30. Por aqui, pelo menos no papel e na tabela do Brasileirão, os seis jogos prometem fazer do domingo um prato cheio para quem gosta de um bom espetáculo de futebol. Creio que, dos jogos de hoje, dois devem prender o torcedor na poltrona — mesmo aqueles que não torcem para os envolvidos, mas estarão atentos, nem que seja para a tradicional “secada” em Palmeiras e Flamengo , dois dos principais favoritos ao título, mesmo com o campeonato ainda no começo. Posso até me enganar, mas o Palmeiras é o grande favorito do dia. Enfrenta o Athletico Paranaense , em São Paulo. Tem um time ajustado, embora tenha sofrido para vencer o modesto Sporting Cristal no meio da semana — o que rendeu vaias da torcid...

Futebol Glorioso em Chapecó

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  Ontem acabei não comentando a grande vitória do Botafogo em Chapecó. E não falei por um motivo simples: não vi a partida do Glorioso. Optei por acompanhar o clássico nacional em São Januário, que não me agradou, embora, ao menos, tenha feito justiça no placar. Lá em Santa Catarina, o Alvinegro carioca parece ter reencontrado o caminho do gol: fez 4 a 1 e, pelo que se diz, poderia ter sido até mais. Não entro nesse mérito — quem não viu, melhor não inventar análise. Fico apenas com o registro: foi uma bela e necessária vitória de um time que precisava, e muito, de uma atuação como essa diante da Chapecoense. Se já considerei fraco um 2 a 1 em São Januário, imagine o que seria dizer do 0 a 0 entre Vitória e Corinthians. Esse, sinceramente, nem exigia transmissão ao vivo: bastaram os melhores — ou piores — momentos para entender o sofrimento. O Timão não fez o suficiente para vencer, e o Rubro-Negro baiano, menos ainda. Vi apenas trechos do jogo no Mineirão. Torço para que o Cruzeir...

Jogo feio e placar justo

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  Vasco vira, mas o futebol perde O futebol brasileiro pede socorro. E não é de hoje. A cada rodada do Brasileirão, cresce a sensação de um espetáculo travado, mal conduzido e cada vez mais distante do que o torcedor merece ver. Em São Januário, o que se viu foi um retrato fiel desse momento. A festa ficou por conta da torcida do CR Vasco da Gama, que fez sua parte com arquibancadas pulsando e apoio incondicional. Dentro de campo, porém, o cenário foi outro: um jogo pobre, amarrado e tecnicamente decepcionante. O São Paulo FC abriu o placar cedo — e, curiosamente, ali terminou sua proposta de jogo. Optou pelo anti-jogo sem qualquer constrangimento: cera, quedas constantes, reclamações e um claro desinteresse em competir. Jogar futebol virou detalhe. E quando o jogo pede pulso, entra a arbitragem. Ou deveria entrar. Sávio Pereira Sampaio mais uma vez esteve abaixo do que se espera. Inseguro, permissivo, lento nas decisões. O pênalti para o Vasco foi claro — mas precisou de uma etern...

Eu e o rádio esportivo

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  O tempo em que o rádio narrava o coração Sempre gostei de revisitar o tempo em que o rádio esportivo reinava absoluto. Décadas de 60, 70 e 80 — ali, meu amigo, o futebol não era apenas visto, era imaginado. E talvez por isso mesmo, sentido com mais intensidade. Era o rádio que abastecia os jornais, que formava opinião, que levava notícia fresca para quem não arredava o pé antes de ouvir o Panorama Esportivo, da Rádio Globo — aquele ritual das 23h que só terminava quando o sono já brigava com a paixão. E me diga, com toda sinceridade: quem nunca colou um radinho de pilha no ouvido dentro do estádio? Ou mesmo em casa, acompanhando pela TV Rio, mas confiando de verdade era na voz que vinha do rádio? Você que está lendo agora sabe bem do que estou falando. Já vibrou com Jorge Curi, já se arrepiou com Waldir Amaral, já acompanhou os detalhes com Doalcei Camargo ou Clóvis Filho. E depois vieram os mais “novos”: José Carlos Araújo, Edson Mauro, Luiz Penido — cada um com seu estilo, todo...

Conversa de Botequim

  As professias de Motta e Sollon Sexta-feira é dia de reunião no armazém — e quase sempre rende ótimos papos para a nossa coluna semanal. Ontem não foi diferente. Tivemos o prazer de receber uma dupla carioca daquelas: dois flamenguistas juramentados, afinados nas ideias, que logo transformaram a calçada mais disputada da Rua Formosa em palco de uma bela resenha. O melhor de tudo: eles não se conheciam. Foi surpresa para ambos. Eu vivia falando de um para o outro, mas o encontro só veio acontecer ali, como se estivesse marcado pelo destino. Segundo Motta, era quase um sonho conhecer o velho jornalista Emenegildo Sollon. E veja só a coincidência: chegaram a Campos no mesmo dia e foram parar no mesmo prédio — Sollon hospedado lá em casa, Motta na residência do mano. Fernandinho, ao saber da presença dos dois rubro-negros, tratou logo de avisar a turma que chegava, como de costume, aos poucos: — Hoje aqui só vai dar Flamengo! Dudu, outro do mesmo time, não deixou por menos: — Aqui se...

Brasileirão:Pague quatro e veja dois

  Eu juro que tento maneirar nas críticas à tabela. Tento mesmo. Mas a Confederação Brasileira de Futebol parece fazer um esforço admirável… para irritar quem sustenta o espetáculo. Porque não é possível. O sujeito paga PPV, separa o sábado, ajeita a agenda, prepara o sofá — e ganha de presente o direito de escolher o que não ver. É quase um reality show: “decida qual jogo você vai perder hoje”. Às 18h30, por exemplo, entram em campo, ao mesmo tempo, Vasco da Gama x São Paulo Futebol Clube e Botafogo de Futebol e Regatas x Chapecoense. Coincidência? Não. É método. O jogo do Vasco tem cara de casa cheia, clima de decisão, daqueles que pedem o Maracanã tremendo. Mas fica comprimido em São Januário, com público limitado e, claro, concorrendo diretamente com outro jogo relevante. Já o Botafogo, favorito em Chapecó, entra em campo no mesmo horário — porque, afinal, por que facilitar? E quando você acha que pior não fica, vem a programação da noite, com aquele toque de “gênio incompreend...