Gigantes caíram e o camelo virou personagem

O camelo e o buraco da agulha

Domingo pela manhã, o amigo João disse, lá do balcão do Armazém:

— João Zanforlim comentou, em um Corinthians x Juventus, que seria mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha do que o Juventus, da Mooca, vencer o Timão.

Quebrou a cara. Deu Juventus, e o comentarista nunca mais tocou no assunto.

No mesmo domingo, no mesmo Armazém, meu parceiro de mesa, Debréia, comentou que esta fase da Copa estava "sopa no mel" para os europeus. Alemanha e Holanda passariam com facilidade, enquanto o Brasil era como a história do camelo do Zanforlim.

Pelo menos acertou no jogo do Brasil. Não foi com tanta facilidade; foi difícil como um camelo passar pelo buraco da agulha, mas passou.

Quanto aos dois europeus, que entraram em campo ontem, o camelo passeou pelos gramados dos Estados Unidos vestido de vermelho e branco. Primeiro, pelos paraguaios; depois, pelos marroquinos, ambos com uniformes listrados nas mesmas cores.

Ontem foi dia de confirmar aquela outra frase tão conhecida: "Não existe mais bobo no futebol." Confesso que nunca fui grande adepto dela, mas me rendi ao ver Paraguai e Marrocos mandarem de volta para a Europa duas das grandes seleções do continente: a Alemanha, apontada por muitos como favorita ao título até a véspera, e a Holanda, presença quase certa nas previsões de quem apostava ao menos em uma vaga nas quartas de final.

E agora?

Será que teremos novos tombos gigantes nesta terça-feira?

França x Suécia e Inglaterra x Congo. Será que, mais uma vez, o tal camelo pedirá passagem pelo buraco da agulha?

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