E veio a goleada alemã

A previsão era de goleada. Um gol logo no início fez a Alemanha se sentir dona do jogo, mas Curaçao não se intimidou. Com velocidade e bom entrosamento, a seleção caribenha mostrou personalidade e tentou jogar de igual para igual.

Aos 24 minutos veio o inesperado: gol de Curaçao. O empate já era merecido. A Alemanha sentiu o golpe, se perdeu por alguns minutos e mostrou um nervosismo pouco comum. Mas a força do favorito apareceu. Primeiro, em um gol de cabeça; depois, em uma cobrança de pênalti. Assim, o primeiro tempo terminou em 3 a 1.

O segundo tempo praticamente começou com o quarto gol alemão e, dali em diante, a superioridade técnica fez a diferença. Aos 20 minutos veio o 5 a 1, aos 29 o 6 a 1, e a sensação era de que a contagem ainda aumentaria.

Mesmo assim, o que mais chamou a atenção foi a postura de Curaçao. Em nenhum momento a equipe abriu mão de atacar e tentou praticar um futebol bonito contra um dos gigantes desta Copa.

E, aos 47 minutos, surgiu um novo 7 a 1 da Alemanha em uma Copa do Mundo. Quem assistiu ao que aconteceu no Mineirão, em 2014, certamente lembrou daquela noite histórica — e talvez até tenha esperado por mais um gol alemão. Você sabe o motivo.

Na minha opinião, esta foi apenas a primeira de muitas goleadas que ainda veremos nesta Copa, um torneio que escancara a enorme desigualdade técnica existente hoje no futebol mundial.

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