Papo de Copa - De 1990 a 2014
Fechando o Papo de Copas: de 1958 a 2022, vimos o nascimento de lendas, gols inesquecíveis, zebras históricas e emoções que atravessaram gerações. Do primeiro título brasileiro na Suécia ao espetáculo do Mundial do Catar, cada Copa deixou sua marca e escreveu um novo capítulo da história do futebol. Que venha a próxima, porque a paixão pela Copa do Mundo nunca termina — ela apenas espera o próximo apito inicial.
Melhor nem falar de 1990. Na Itália, bagunça total. Uma Copa esquecível.
Em 1994 surgiu Parreira, vindo daquela escola da comissão de 70. Trabalho sério, convocações acertadas, ambiente controlado e seriedade. Resultado: o tetra.
Em 1998, Zagallo voltou — e junto com ele uma certa arrogância também. Sem Romário, cortado por lesão, o Brasil chegou à final, mas quando Ronaldo viveu aquela noite dramática contra a França ficou a sensação de que o Baixinho poderia ter sido a solução que faltou. Não foi. E veio o vice.
Depois surgiu Felipão, com seu jeito firme, quase de coronel, no Japão e na Coreia. Organização, grupo fechado, bons jogadores, comando forte. Resultado: pentacampeonato.
Mas em 2006… zorra total. A seleção de estrelas da Europa se perdeu completamente na preparação na Suíça. Muito brilho, pouca concentração. E o fracasso veio cedo.
Com Dunga, em 2010, a história terminou de forma parecida: eliminação precoce.
Aí veio 2014 e a volta de Felipão como “salvador da pátria”. O desfecho virou trauma nacional: o 7 a 1. O maior vexame da nossa história.
E depois disso, proteção, apadrinhamento, excesso de confiança… tudo isso voltou a aparecer de tempos em tempos.
No fim, fica a pergunta:
Seria coincidência?
Porque, olhando para trás, Copa após Copa, parece que a história sempre repete a mesma lição:
Seriedade, organização e trabalho levam ao título; empáfia, soberba e desorganização costumam levar ao fracasso.

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