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Mais gols que faltas

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  Com dez minutos de jogo, em Munique,  escrevi no Facebook.  Quando teremos um jogo deste no Brasil? Dois gols e zero faltas.   Primeiro tempo encerado e mais tres gols, um punhado de lances lindos, digno da tradição dos dois multi-campeões e mais gols do que faltas.  Este é aquele momento que eu digo. Vake a pena pagar para ver um espetáculo deste. Impossível não gostar.

Torcedor esquece, eu lembro

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  Da série “sou Flamengo e tenho uma nega chamada Tereza”, do tijucano Jorge Ben — parceiro das peladas na Tijuca —, como o meu amigo Yussef Salim, o Sefinho, que me resgata aqui um debate eterno: qual foi o pior ataque da história do Flamengo? Durante muito tempo, tive convicção. Para mim, nada superava aquele desastre recente da era Mano/Pelaipe. Mas o tempo — e a memória — são traiçoeiros. Revendo 2013 e puxando o fio até 1971, começo a desconfiar que sempre dá pra piorar. E como dava. Corria 1971, minha fase carioca raiz. Rua José Higino, em frente à Brahma, Maracanã como extensão de casa. Era sair de Copacabana e cair nas gerais do Mário Filho como quem entra no quintal. Futebol era rotina, vício e linguagem. Nas peladas do quartel dos bombeiros, entre uma dividida e outra, a resenha corria solta. Flamengo, Vasco, Fluminense… e um Botafogo que naquele ano jogava um absurdo, até perder um Carioca que seus torcedores juram, até hoje, ter sido roubado pelo gol de Lula. Mas voltem...

Champions e Libertadores na quarta de bola

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Quarta-feira promete no mundo da bola Para quem gosta do esporte bretão, a quarta-feira traz um cardápio daqueles. Pelo menos no papel, os jogos de hoje são bem interessantes para os amantes do futebol. Começamos pela Champions League, que define hoje os adversários de Atlético de Madrid e Paris Saint-Germain, que fizeram o dever de casa ontem. E a pergunta é: quem vem por aí? Em Londres, o Arsenal recebe o Sporting. Já em Munique, o Bayern de Munique encara o Real Madrid. Os donos da casa jogam pelo empate — ambos venceram fora por um gol de diferença e só perdem a vaga se forem derrotados por dois gols. Por aqui, a noite também promete pela Libertadores. No Mineirão, às 19h, o Cruzeiro recebe a Universidad Católica. Mais tarde, às 21h30, o Corinthians enfrenta o Independiente Santa Fe, enquanto o Fluminense mede forças com o Independiente. E sem medo de errar: o trio brasileiro entra como favorito diante de chilenos, colombianos e argentinos.

Que vexame, Almirante!

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  Saideira da noite — do luxo ao perrengue Saí de dois jogaços da Champions League da UEFA com a régua lá em cima. Futebol de gente grande, intensidade, qualidade… e aí resolvi encarar a Sul-Americana. Confesso: foi um choque de realidade. No Morumbi, o São Paulo suou — e muito — para vencer o O’Higgins. Ganhou, é verdade. Mas convencer… passou longe. O time de Roger Machado ainda parece devendo, mesmo quando entrega o resultado. Em Porto Alegre, o Grêmio fez o básico: 1x0 sobre o novato Riestra. Vitória protocolar, daquelas que valem pelos três pontos, mas não enchem os olhos de ninguém. Aí veio o pedido especial: “Vê o Vasco aí, vô”. Fui. Vasco x Audax. Aguentei pouco. Jogo travado, sem alma, sem ideia. E o resultado veio como castigo: derrota por 2x1 em São Januário. O time de Renato chega ao quinto jogo sem vencer e começa a se enrolar de vez na competição. E, enquanto tudo isso acontecia, o Santos… empatava. Em casa. Contra o quase desconhecido Recoleta, do Paraguai. 1x1. Daqu...

Dois semifinalistas definidos

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  Jogaço de bola no Metropolitano, em Madrid, e um bom duelo em Liverpool. Assim foi a tarde de UEFA Champions League para quem acompanhou daqui do Brasil — noite já avançada no Velho Mundo — com a definição de dois dos quatro semifinalistas. Na capital espanhola, o Barcelona começou avassalador: pressão alta, intensidade lá em cima e dois gols que pareciam encaminhar uma goleada sobre o Atlético de Madrid dentro do Metropolitano. Mas o time colchonero mostrou alma. Foi valente, reagiu, não chegou ao empate, é verdade, mas encontrou um gol precioso — daqueles que mudam destino — e, no agregado, fez 3 a 2 para carimbar a vaga em mais uma semifinal. Do outro lado da chave, o adversário será o Paris Saint-Germain, que repetiu em Liverpool o mesmo 2 a 0 construído em Paris e despachou o Liverpool. Um jogo até previsível na terra dos Beatles, mas decidido com autoridade francesa.

Um trem azul em Vila da Serra

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     Viver é melhor que sonhar  Sentado na calçada do condomínio, aqui em Vila da Serra, sem canudo ou canequinha, mas com o sol batendo direto na cabeça, deixo o pensamento correr solto — desses que só aparecem quando a gente não chama. Fico imaginando como conseguem fazer canções. Letras, no caso. Como alguém junta meia dúzia de palavras e, de repente, desmonta a gente por dentro. Tem música que não toca — atravessa. E aí me vejo embarcando num trem azul, desses que não param em estação nenhuma. Não tem chegada, nem despedida. Só leva a gente pra um passado recente, ainda quente, ainda vivo. No fone, Paulo Diniz pergunta: “como vou deixar você?”. E eu fico aqui, sem resposta. Porque, meu caro, a vida às vezes só anda mesmo em linhas tortas. Como é que deixa, se ainda ama? Logo depois, como se fosse combinado, aparece Belchior. E aí já era. Ele vem com aquele jeito de quem entende tudo sem explicar muito. Eu não sou um Rapaz Latino-Americano, é verdade — mas estou c...

Sul-Americana é o melhor da noite

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  Com cinco jogos e quatro brasileiros em campo, a Copa Sul-Americana ganha o destaque da noite desta terça-feira. Até porque, na Libertadores, só o Mirassol entra em campo — como já comentei aqui abaixo. A programação noturna começa cedo, às 19h, em dose dupla: Grêmio x Deportivo Riestra. E me diga você: já tinha ouvido falar desse time argentino? Eu, sinceramente, não. E é bom o Tricolor Gaúcho não fazer feio em casa… porque, se complicar contra um desses, a corneta vem forte. Outro que também não pode dar vexame diante da sua torcida é o São Paulo. Assim como o Grêmio, é tricolor, mas o paulista precisa ficar esperto para não entregar a paçoca ao chileno O’Higgins, no Morumbi. Olho nele, Roger — porque a paciência não anda lá muito longa. Às 21h, no caldeirão de São Januário, Renato coloca o prestígio em jogo. Já são quatro partidas sem vencer, e a chance de respirar aparece logo mais, contra outro chileno — o Audax Italiano, esse sim com nome e origem que entregam a mistura. O ...