O choro de Ermenegildo
Ermenegildo Sollon sentado à beira da calçada, em frente a Prefeitura de Miracema, com um ar de quem está amargurado e pensando em um passado bem distante. Ao me ver, surpreso por eu pega-lo naquele estado deplorável, o velho jornalista desabou a chorar e com um voz embargada pela emoção, soluçando sem parar, foi soltando do peito o que lhe afligia naquele momento. - Dutra, cadê o Bar do Vicente? Cadê a Padaria do Garibalde? A Farmácia do velho Scilio? Onde estão os herdeiros do Tetinho, do Neném Braga, do João Ramos, do Amaro Leitão, do José Barros, dos Coimbra? Onde está o Salão da Darquinha e a turma do Manoel Reinaldo? Fiquei assim um pouco surpreso com a reação do veterano parceiro e tentei emendar uma resposta, talvez amenizando a situação, explicando que não há mais ninguém destes citados no nosso reduto, que eu chamo de Triangulo das Bermudas, mas foi em vão, a lamentação continua. Ainda bem que os herdeiros da Magali saíram da esquina mas se mantiveram no me...