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Mudou algo na Seleção?

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O Brasil perdeu para a França por 2 a 1, e o placar foi lucro. Chamo de 'placar mínimo' não pela diferença de gols, mas pela pobreza do que a Seleção entregou diante de um domínio francês absoluto. ​Fiquei em silêncio por algumas horas para ver se alguém trazia algo novo. Doce ilusão. O que vi foi a mesma tropa de choque de sempre. De um lado, o pessimismo vazio; do outro, os defensores de plantão da CBF, aqueles que analisam o jogo com a planilha de pagamento na mão. É o jornalismo de resultados... financeiros. ​O campo? Ah, o campo é o que menos importa para essa gente. A Seleção virou um balcão de negócios onde o futebol é apenas um detalhe incômodo. Terça-feira tem Croácia. Alguém acredita em mudança ou vamos continuar assistindo a esse teatro de sombras?"

E hoje tem França x Brasil no país da Copa

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Quando digo que não tenho mais um pingo de interesse nos jogos da Seleção da CBF, sempre aparecem críticas: “Você é jornalista esportivo, tem obrigação de comentar os jogos da seleção brasileira.” Sim, é verdade, é obrigação — e só por isso o faço. Mas hoje percebo que passei do ponto. Confesso: não sabia sequer que haveria um amistoso Brasil x França, preparatório para a Copa do Mundo, lá no país do Mundial de 2026. Passei do ponto, sim. Mas não por descuido ou qualquer desculpa esfarrapada. Foi porque me desliguei, mergulhado na preparação dos textos e crônicas do meu blog/livro, e fiquei totalmente distante das informações sobre o selecionado e desta data FIFA. O que vou dizer agora certamente dividirá opiniões, meio a meio, entre os que concordam e os que discordam. Mas preciso registrar: a França é favorita, e há uma boa chance de mais um vexame brasileiro nos Estados Unidos. Não afirmo que acontecerá, apenas aponto a probabilidade — caso o time repita o futebol ruim ou mediano do...

Gelada? Qualquer uma.

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  Tem certas coisas que rendem crônicas. Não só o futebol e suas torcidas — a cerveja também rende bons papos nos bares da vida. E, volta e meia, até confusão. Não por beber, mas por preferir uma ou outra marca, como sempre foi comigo desde que comecei com minhas “louras geladas”. Lá no Bar do Vicente, do meu avô Vicente Dutra — que depois virou Bar do Zebinho, do meu pai — eu cresci ouvindo a mesma cena se repetir. Os caras chegavam do trabalho, naquele horário que hoje chamam de “happy hour”, mas que pra nós era só o momento sagrado de jogar conversa fora, e já gritavam da porta: — Seu Vicente! Sai uma Brahma casco escuro, bem gelada! E aquilo me intrigava. Todo mundo pedia casco escuro. Antártica ou Brahma. Mas então por que diabos existia casco verde? Fui entender isso anos depois, já na Rua José Higino, na Tijuca, onde ficava a fábrica da Brahma. Fui morar por lá com minha tia Durvalina e conheci o Marreco, sujeito que trabalhava na fermentação e batia ponto também no bar do S...

Papo de Bola - Seleção e Série B do Brasileirão

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  Seleção Brasileira entra na última semana de treinos e testes para que Ancelotti defina os 26 convocados rumo ao Mundial de 2026, que acontece entre junho e julho.   Mas afinal, quem são os preferidos do blogueiro? E eu, simples jornalista aposentado, teria alguma voz ativa para mudar algo? Claro que não. Renato Borges sigo em cima do muro, concordando com o Mister em todas as decisões.   Enquanto isso, o Botafogo procura um novo técnico. A antiga diretoria sonha em retomar o comando, tentando expulsar o ex-ídolo da torcida, o americano John Textor. O que vai acontecer? Quem respondeu “nada” tem 90% de chance de acertar.   E, para fechar o Papo de Bola de hoje, deixo a provocação: você sabia que a Série B do Brasil já começou?  

As Regras das Peladas de Miracema

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Recebo novamente um zap do amigo Cacá Motta, falando das regras básicas das peladas de rua ou de campinho pequeno. Tudo como d’antes, não no quartel de Abrantes, mas como na minha Miracema, nos áureos tempos das peladas do Rink e do Ginásio. Ali jogavam craques como Genuíno, que nos deixou recentemente e hoje faz companhia a outros grandes jogadores. Havia os escolhidos primeiro, como Haroldo Bodica, ou os que faziam a festa nas laterais, como César Linhares, o César do Erotildes. Figuras constantes das nossas disputadíssimas peladas do Ginásio Miracemense. Felizmente nunca vivi a regra número dois: “ser escolhido por último é humilhação”. Não era craque de primeira pedida, mas como bom artilheiro, sempre entrava cedo nos times dos capitães. Já a regra três, “um time joga de camisa e o outro sem”, quase não existia no meu tempo. Poucas vezes vivi essa sensação. Era um punhado para um lado e outro para o outro, e quem quisesse que identificasse seu parceiro. Fácil: todos se conheciam e ...

Sonho bonito de sonhar

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  GOL QUE ESPEROU POR MIM Naquela madrugada, quando o calor nem deixava o sono descansar direito, eu viajei. Não de ônibus, não de trem, nem de avião. Viajei no tempo. Voltei a ser menino. Sem barba, sem pressa, sem cansaço. Só sonho. E lá estava eu, em Miracema, com a camisa do Rink colada ao corpo e o coração batendo mais forte que qualquer torcida. O campo não tinha arquibancada, mas tinha história. E tinha eles. Lauro. Cabeludo. Braizinho. Não eram homens. Eram luz. Jogavam fácil, como quem conversa com a bola e ela entende. Eu corria. Tentava acompanhar. Chegava perto, errava, voltava. Como sempre. Mas o sonho… ah, o sonho tem piedade da gente. E então veio. Pelo lado direito, como se o tempo desacelerasse só pra ver melhor. Braizinho toca. Cabeludo sorri com a bola nos pés. Lauro recebe como quem já sabia o final. E eu… eu estava lá. Pela primeira vez, no lugar certo. No tempo certo. A bola veio. Mansa. Redonda. Perfeita. Como um presente guardado a vida inteira. Dominei. O m...

Achados e não perdidos

  ACHADOS E NÃO PERDIDOS — (ou: quando o rádio era aventura) Hoje é dia de rebobinar a fita e puxar da memória alguns lances do meu tempo de rádio, lá na terrinha, quando a gente fazia o impossível para levar alguma novidade à turma do esporte. E foi justamente num desses jogos de Eliminatórias, no Morumbi, que a Princesinha fez sua estreia fora do nosso território. Brasil x Bolívia. Lá estava este repórter, entre entrevistas e tentativas quase frustradas de chegar perto de Telê Santana — treinador que não gostava muito de falar fora da coletiva. Fui ao seu encalço. No caminho, encontrei o zagueiro Mozer, que dois anos antes havia passado por Miracema com a seleção de juniores do Rio. Papo vai, papo vem… veio também o pedido de ajuda. E não é que funcionou? No início, Telê se esquivou. Mas quando soube que nossa cidade era menor do que sua Itabirito, em Minas, parece que amoleceu. Talvez tenha sido solidariedade, talvez curiosidade… ou só o charme da insistência bem-humorada. Resul...