Os hinos da polêmica
Tem hinos e hinos
Vejo muitos cronistas, técnicos, torcedores e até jogadores elogiando a forma como franceses, portugueses e argentinos cantam seus hinos nacionais. Gritam, choram, estufam o peito e demonstram uma emoção contagiante.
Os mesmos, porém, costumam criticar nossos jogadores e até nossa torcida por, muitas vezes, não cantarem o Hino Nacional Brasileiro com a mesma intensidade.
Tenho uma opinião sobre isso.
O nosso hino é diferente. É um hino de paz, que exalta a beleza do país, a natureza, a liberdade e a esperança. Tem uma melodia mais longa, solene e contemplativa.
Já os hinos da França, de Portugal e da Argentina nasceram em contextos de guerras, lutas por independência ou conflitos. Suas letras evocam batalhas, sangue derramado, resistência e conquista. Naturalmente, a forma de cantá-los acaba transmitindo um sentimento mais explosivo e guerreiro.
É como comparar uma marchinha de carnaval com um bolero apaixonado. Ambos emocionam, mas despertam emoções diferentes.
Talvez seja por isso que não faça sentido esperar que todos os hinos sejam cantados da mesma maneira. Cada um carrega a história e a alma do seu povo.
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