Justa vitória? Empate era melhor
Uma sufocante vitória
Um jogo incrível fez Cabo Verde contra a campeã do mundo. Segurou a pressão quando foi atacado e partiu para cima quando acreditou que podia. Empatou por duas vezes quando a Argentina se acomodou e marcou seu nome na história da Copa do Mundo.
Se eu disser que Cabo Verde foi melhor, estarei errado. Se eu disser que foi, taticamente, mais eficiente, estarei correto. Defendeu-se muito bem, soube explorar o excesso de autoconfiança dos argentinos e, por duas vezes, saiu atrás no placar para buscar o empate, marcando, inclusive, o gol mais bonito dos quatro anotados no tempo regulamentar.
Fôlego, esforço coletivo e coração na ponta da chuteira do lado africano. Soberba, autoconfiança exagerada e até certo deboche do lado sul-americano.
Foi assim que eu vi um jogo difícil de ser analisado apenas pelo seu tempo normal. Após chegar novamente ao empate, Cabo Verde desistiu de atacar e passou a se defender. A Argentina tomou conta da partida, chegou ao 3 a 2 e parecia ter definido o confronto.
E fica a minha dúvida: se Cabo Verde não tivesse se fechado após o empate e tivesse jogado para vencer, teria conseguido o sucesso que tanto buscava? Ou teria dado ainda mais espaços para a qualidade técnica da Argentina decidir o jogo antes?

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