Virada fenomenal

 

Final dos Sonhos

Esqueçam que houve um primeiro tempo em Atlanta. Foi um triste espetáculo de dois gigantes do futebol mundial e de um apitador nanico atrapalhando o jogo que todos esperavam.

O 0 a 0 no placar, as 30 faltas cometidas e a inércia do árbitro me fazem esquecer que, ali, jogavam Inglaterra e Argentina por uma semifinal de Copa do Mundo.

Agora esqueçam tudo o que escrevi acima e prestem atenção. O jogo começou horrível, meu comentário também, mas o segundo tempo mudou completamente o cenário. Parecia que uma varinha mágica havia passado pelos três vestiários.

O toque de magia fez o árbitro desaparecer em campo. Finalmente, ele deixou o jogo acontecer. Os jogadores se lembraram de que sabiam jogar futebol e brindaram o mundo com 52 minutos de pura arte no gramado de Atlanta.

Foram 24 minutos de domínio inglês. O gol parecia encaminhar a classificação dos súditos do Rei Charles, mas também despertou os hermanos de Lionel. Messi pegou a batuta de maestro e regeu sua seleção rumo a uma virada que, se não foi épica, foi simplesmente fenomenal.

Do 0 a 1 ao 2 a 1 foi puro êxtase. Dentro de campo, um espetáculo; nas arquibancadas, uma explosão de emoção. Ou teria sido o contrário? Pouco importa. Um alimentou o outro, e o futebol saiu vencedor.

Agora deixemos isso de lado e pensemos apenas no presente que os deuses do futebol nos deram. A final dos sonhos está pronta.

Domingo, às quatro da tarde: Espanha x Argentina.

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