Triste, mas é realidade

Volta pra casa, Brasil

Procurei um texto para comentar o segundo tempo da Seleção Brasileira contra a Noruega, mas não encontrei. Na verdade, o que vi em campo foi algo que eu jamais imaginei. E você, que torceu, sofreu e até chorou, também não esperava assistir a isso.

Foi muito diferente daquela eliminação de 1982, diante da Itália, na Copa da Espanha. Naquele dia, o Brasil jogou um futebol digno da vitória e acabou derrotado de forma dolorosa. Hoje, contra a Noruega, a derrota foi justa, incontestável. Não houve arbitragem para culpar, nem antijogo para lamentar. Apenas um adversário melhor e um Brasil incapaz de reagir.

Neymar e Endrick entraram em campo, Casemiro permaneceu, mas as duas estrelas pouco brilharam e o experiente camisa 5 seguiu sem conseguir mudar o rumo da partida.

Neymar só foi realmente notado quando recebeu um cartão amarelo e converteu um pênalti que já não mudava absolutamente nada, a não ser manter vivo o otimismo dos narradores das emissoras brasileiras.

Nada deu certo. A volta para casa lembra a velha canção do Trio Esperança: "O piquenique foi bom... a volta é que foi tão triste."

E agora, o brasileiro conhece Haaland. Melhor dizendo, conhece o futebol de Haaland.


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