Clássicos são clássicos
Dois clássicos. Duas rivalidades que atravessam gerações. E, como sempre, muito mais em jogo do que simplesmente três pontos: está em campo a força, o poder, o orgulho e a capacidade de superação. Em noites assim, qualquer tentativa de apontar favorito soa quase como um palpite vazio. O futebol, especialmente em clássico, não respeita lógica, estatística ou fase. Nem sempre quem joga mais vence — e talvez seja exatamente por isso que a gente não desgruda os olhos. Fla x Flu, no Maracanã, com sua história centenária, suas arquibancadas divididas e emoções que não cabem no peito. De outro lado, o Derby — como eternizou Thomaz Mazzoni ao batizar Corinthians x Palmeiras —, em Itaquera, carregado de tensão, disputa e identidade. São jogos que se explicam por si só. Que dispensam análises apressadas e previsões ousadas. Porque, antes da bola rolar, tudo é possibilidade. E qualquer tentativa de cravar um resultado é, no mínimo, um risco desnecessário. Clássico não se prevê. Clássico se ...