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Mostrando postagens de 2026

Clássicos são clássicos

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  Dois clássicos. Duas rivalidades que atravessam gerações. E, como sempre, muito mais em jogo do que simplesmente três pontos: está em campo a força, o poder, o orgulho e a capacidade de superação. Em noites assim, qualquer tentativa de apontar favorito soa quase como um palpite vazio. O futebol, especialmente em clássico, não respeita lógica, estatística ou fase. Nem sempre quem joga mais vence — e talvez seja exatamente por isso que a gente não desgruda os olhos. Fla x Flu, no Maracanã, com sua história centenária, suas arquibancadas divididas e emoções que não cabem no peito. De outro lado, o Derby — como eternizou Thomaz Mazzoni ao batizar Corinthians x Palmeiras —, em Itaquera, carregado de tensão, disputa e identidade. São jogos que se explicam por si só. Que dispensam análises apressadas e previsões ousadas. Porque, antes da bola rolar, tudo é possibilidade. E qualquer tentativa de cravar um resultado é, no mínimo, um risco desnecessário. Clássico não se prevê. Clássico se ...

Polêmicas e mediocridade

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Cinco jogos ontem. E eu, ausente com justa causa: 15 anos da neta. Entre um brinde e outro, deixei a bola rolar sem mim. Hoje, junto os cacos do que li e ouvi. Se não foi bem assim, a culpa é das fontes — ou da festa. Remo 1x1 Vasco — Começou com pose, terminou com preguiça. Dizem que o Vasco flertou com algo melhor, mas voltou rápido à velha monotonia, aquela com assinatura conhecida. Mirassol 1x2 Bahia — Quando o assunto é apito, nunca falta enredo. Sobrou reclamação, faltou consenso. O Mirassol, coitado, além da derrota, herdou a lanterna. Santos 1x0 Atlético — Silêncio em Belo Horizonte. E silêncio por aqui, quando é assim, costuma ser respeito ao inevitável. Vitória aceita sem barulho. Inter 0x0 Grêmio — Clássico que prometia e entregou pouco. Li “medíocre”. Assino embaixo, mesmo sem ter visto. São Paulo 0x2 Vitória — Dessa eu não opino. Prefiro aguardar os tricolores de microfone aberto. Eles sempre encontram as palavras — e às vezes as desculpas. No mais, a bola rolou. E eu tamb...

Hoje e dia de Fla-Flu

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  Uma das minhas pautas favoritas, aqui no blog — e também nos tempos em que escrevia para os jornais, onde trabalhei por longos anos — sempre foi o Fla-Flu. Não existe, no Brasil, um jogo com esse apelo, com esse charme. Nem mesmo o Choque-Rei, em São Paulo, o Gre-Nal, em Porto Alegre, o Atle-Tiba, em Curitiba, ou o Galo x Raposa, em Belo Horizonte, carregam o peso e a magia de um Fla-Flu no Rio de Janeiro — e, por que não, em todo o país. Tenho dezenas de crônicas, textos e até registros históricos desses clássicos publicados na Folha, no Diário, no Dois Estados e até em jornais capixabas, onde colaborei por algum tempo. Já contei, inclusive, sobre o primeiro jogo que assisti no Maracanã: aquele 0 a 0 de 1963, em que Marcial brilhou e o Rubro-Negro ficou com o título. Tem também a história do goleiro Dominguez — argentino, como Fillol e o atual Rossi. Diziam que estava “vendido”. Nunca tive como provar, e por isso sempre preferi chamá-lo de irresponsável. Fica mais justo… ou meno...

Sem Fla x Flu mas com GrexNal

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Hoje não tem Fla-Flu. O clássico carioca ficou para amanhã, o que deixou a neta feliz: sem o jogo, o avô e o tio terão atenção total na comemoração dos seus 15 anos.   Mas se o Rio de Janeiro descansa, o Rio Grande do Sul esquenta. Às 20h30, no Beira-Rio, abre-se o Gre-Nal, tão importante para os gaúchos quanto o Fla-Flu para os cariocas. Antes disso, às 16h30, o Barradão recebe Vitória x São Paulo, e o Mangueirão será palco de Remo x Vasco.   E há ainda um jogo que promete mexer com os corações do condomínio da Luna, a aniversariante: Atlético Mineiro x Santos, na Vila Belmiro. Metade dos vizinhos já se prepara para gritar “Galo!”, enquanto a outra metade espera pelo brilho do Peixe.   Assim, entre festa e futebol, o Brasil mostra sua paixão: cada clássico, cada partida, é também parte da vida das famílias que celebram juntas.

História de uma farda

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  TG  217: onde a amizade vestia farda Entre cornetas, broas de amendoim e marchas na Rua Direita, uma geração inteira aprendeu o valor da disciplina, da amizade e da memória. Quando cheguei a Campos, lá pelos anos 80, conheci os irmãos Rangel, proprietários da tradicional Livraria Noblese. Sobrinhos do saudoso Francisco Alves, carregavam no peito um amor declarado por Miracema. Foi o Adaílton Rangel quem me trouxe, com brilho nos olhos, as primeiras lembranças do Tiro de Guerra 217. Todos os irmãos haviam servido ali — e todos guardavam histórias que invariavelmente passavam pelo Bar do Seu Vicente. E aí a conversa já não era mais deles. Era nossa. Muitos ainda me perguntam se servi ao Exército por mais de um ano. Alguns se lembram de mim com a corneta na mão, acompanhando a bateria do TG. Mas minha turma mesmo foi a de 1968 — e, desde já, deixo o aviso: está mais do que na hora de organizarmos o reencontro do cinquentenário dessa rapaziada. Volto ainda mais no tempo. Sentado...

Reflexão:Mudou a política?

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A gente envelhece — e, junto com os cabelos brancos, chegam algumas verdades que antes passavam despercebidas. Nem todas são boas. Algumas vêm com um certo amargor, como aquela lembrança que insiste em voltar. A minha tem endereço certo: Miracema. Mais precisamente, a Praça Ary Parreiras — meu mundo de menino, minha casa por perto e o bar do meu avô, Vicente Dutra, como extensão da vida. Com o tempo, a gente também aprende que memória não falha por acaso. Às vezes, ela se esconde. Protege. Adia. Até o dia em que resolve aparecer — inteira, incômoda, definitiva. E talvez tenha sido justamente ali que eu me afastei da política. Curioso, porque tudo indicava o contrário. Nos anos 60, fui garoto de recados da Câmara de Vereadores. Cresci cercado por homens que, goste-se ou não de suas ideias, sabiam o peso da palavra “representante”. Nomes que marcaram época — e que me fizeram, por um instante, imaginar que aquele também poderia ser o meu caminho. Entre eles, uma figura especial: Altivo Me...

O idioma do futebol

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                  Fundo do Baú        O idioma do futebol Futebol é assunto obrigatório em qualquer roda de bar. Hoje, com a doce presença feminina — cada vez mais forte, inclusive nas mídias esportivas — o papo ganhou novos olhares e um toque de sutileza bem interessante. Por onde passo, sempre tem um amigo puxando conversa. Como o médico Augusto Tadeu Cardoso, profundo conhecedor do tradicional “esporte bretão”, que vive me abastecendo com boas ideias para essas prosas. Mas afinal, o que é o tal “esporte bretão”? Bom começo de conversa. De onde vem o futebol? Da Inglaterra, certo? E onde fica a Inglaterra? Na Grã-Bretanha, confere? E como são chamados os nascidos lá? Bretões. Pronto: o “esporte bretão” foi importado da Bretanha e chegou ao Brasil pelas mãos de Charles Miller, que retornou ao país trazendo na bagagem duas bolas, um par de chuteiras e um livro de regras. Estava plantada a semente. Já que a origem está reso...

O som do futebol

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  Entre o grito e o gol eu fico               com o silêncio  Tudo bem, minha gente. Prometo que não é implicância — ou pelo menos não só isso. Mas há coisas que o tempo muda… e há outras que ele simplesmente atropela. E o rádio, ah… o rádio. Outro dia desses me peguei pensando nisso enquanto assistia — ou tentava assistir — a mais um jogo dessa tal nova era das transmissões esportivas. Rádio e televisão disputando não mais a emoção do lance, mas a altura do grito. Uma batalha de decibéis onde, confesso, tenho saído derrotado. Sou do tempo em que o rádio não gritava — ele contava. Narrava como quem segura o ouvinte pela mão e o levava até o gol. Havia pausa, respiração, silêncio… e, justamente por isso, emoção de sobra. O gol vinha como um clímax, não como um susto. Hoje, parece que tudo é gol. Tudo é grito. Tudo é urgência. Os narradores brigam entre si, disputam espaço, atropelam o próprio jogo. Há um — careca, da TNT — que lidera essa...

Brasucas na Libertadores 2026

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  Dos seis clubes brasileiros, cinco já jogaram e saíram invictos na primeira rodada da Libertadores 2026. Resta apenas o Corinthians, que hoje enfrenta o Platense fora de casa, estreando Fernando Diniz no comando. Tenho convicção de que o melhor resultado foi do Mirassol, estreante em competições internacionais, que venceu em casa o Lanús — favorito no Grupo G — por 1 a 0, começando sua trajetória com moral. Flamengo e Cruzeiro também triunfaram fora de casa: o rubro-negro superou a altitude de Cusco, enquanto a Raposa bateu o temido Barcelona em Guayaquil. Houve ainda dois empates, ambos longe de seus domínios, protagonizados por campeões recentes: o Palmeiras ficou no 1 a 1 com o Junior Barranquilla, e o Fluminense, que para mim teve o pior resultado da rodada entre os brasileiros, empatou com o novato Guaíra em Caracas.

O amor pelo rádio ainda existe?

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        Quando o rádio era arte Outro dia assisti a José Silvério no Bola da Vez e tive uma certeza incômoda: o rádio pode até continuar existindo, mas aquele rádio… ah, aquele ficou no passado. E não é saudosismo barato, não. É comparação mesmo. Sou de um tempo em que o rádio não apenas transmitia futebol — ele criava o jogo. Em Miracema, garoto ainda, eu não via a partida: eu imaginava. E, curiosamente, enxergava melhor do que hoje, com tantas telas à disposição. Porque havia narradores. Narradores de verdade. José Silvério é um desses. Da escola que começou na Continental, que passou pela Jovem Pan, que transformou transmissão em espetáculo. Da geração que “irradiava” futebol, não apenas descrevia. Hoje… bem, hoje se fala muito e se diz pouco. Naquele tempo, cada emissora tinha um time de gigantes. Continental, Nacional, Globo, Tupi, no Rio. Pan-Americana, Tupi, Gazeta, Bandeirantes, em São Paulo. Era um desfile de talento. Clóvis Filho, preciso e elegante. Jorge ...

Fla larga bem na altitude

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  Se no primeiro tempo o Flamengo superou a altitude, tirou o jogo do Cusco com toques rápidos e correndo pouco e foi para o intervalo com 0x0,   até certo ponto justo, o segundo tempo estava correndo igual e as chances diminuíram. Saiu o gol, Bruno Henrique marcou, veio o gol de empate, anulado pela saída da bola no fundo, e veio o pior, a pressão da altura. O Cusco botou susto e Jardim trocou quatro para renovar o gás do time.  E deu certo, com Arrascaeta em campo e a vontade de empatar do time peruano, o buraco na defesa apareceu e o segundo gol também,  mas aqui a sorte ajudou bem ao Flamengo.  Vitória justa que só não foi maior porque o goleiro Diaz estava em bom dia. 

Opiniao. Banho Maria em Cusco

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  Lá pertinho do céu. 3.400 metros de altitude, la onde o avião não aterriza,  ele estaciona, o Flamengo faz um jogo inteligente contra o Cusco, isso o time tem o nome da cidade.  Corre pouco, toca a bola com passes rápidos, chutes de média distância e muita posse de bola. O time deles é fraco mas tem que ter atitude na altitude, um gol deles pode deixar a coisa feia para os cariocas.  Três bons chutes ao gol e três boas defesas do goleiro Diaz, do Cusco.  Vamos ver se Jardim voltará com a tropa de choque já que poupou mais de meio time na escalação inicial. 

Tudo em aberto na Champions

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Os grandes espanhóis e ingleses, pelo menos os mais famosos, f avoritos ao título da temporada continental, caíram nesta primeira rodada das quartas de finais da Champions, ontem o Real Madrid e hoje o Barcelona, e os britânicos já estão fora faz tempo, apenas o Arsenal segue na briga e muito bem, venceu o Sporting, em Lisboa, e decide em casa na quarta que vem. Mas uma boa notícia para a colônia espanhola é que o Atlético, grande rival do Real, na capital, venceu o Barcelona, no Camp Nou, e jogará por um empate, na terça-feira, em Madrid, para chegar à semifinal, possivelmente contra o Arsenal que também joga por um empate, em Londres. O PSG venceu em casa, 1x0 sobre o Liverpool O, resultado esperado por muitos, mas bem abaixo da expectativa de todos, o placar mínimo foi pouco porque em casa, com o Old Trafford lotado, tudo pode acontecer. 

Champions: Favoritos em campo

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  Dois jogos e três favoritos em campo, esta tarde, para nós brasileiros,  valendo vagas nas semifinais da Champions League UEFA.  Barcelona x Atlético Madrid,  um clássico espanhol para o mundo ver,  o histórico recente deste jogo é muito equilibrado, tem goleadas,  para os  dois lados,  e indefinição total na imprensa espanhola.  PSG x Liverpool, em Paris,  e se levarmos em conta o momento dos dois digo que dá o francês,  mas pode ter certeza que os Ingleses serão um grande adversário, afinal França x Inglaterra é confronto milenar e histórico.  Os dois jogos às 16 horas e ambos exclusivos da HBO e TNT .

Libertadores: Campeões em campo

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Depois do sonolento 0 a 0 do Fluminense, em Caracas, e da vitória segura do Cruzeiro sobre o Barcelona, em Guayaquil, a rodada segue hoje com peso. E não é qualquer peso: entram em campo dois dos principais candidatos ao título, times que se acostumaram a frequentar o topo da América do Sul, além do curioso Mirassol, a surpresa que ninguém mais pode tratar como acaso. Cusco x Flamengo. E não é só um jogo — é um teste. Altitude de quase 4 mil metros, estreia cercada de ansiedade e um elenco já sob desconfiança. Do outro lado, um adversário que sabe exatamente como usar o fator casa. No Peru, a noite promete ser menos festa e mais provação. J unior x Palmeiras, em Barranquilla. Terreno conhecido, cenário historicamente favorável e um time que vive um de seus melhores momentos recentes. O Verdão entra com cara de quem não quer negociar: três pontos são perfeitamente possíveis — e até esperados. Mirassol x Lanús, no Maião. E aqui mora a pergunta que ninguém responde com convicção: qual Mir...

Largada ruim dos cariocas

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Depois de assistir Real Madrid x Bayern,  com dois goleiros trabalhando demais, e bem, não dá para ver os -clássicos - da Libertadores e Sul Americana. Dois 0x0 que me dizem que para mudar para minha série do momento. Netflix - Pessoas de Interesse - Recomendo para quem gosta de policial com ação.  Este comentário fiz no intervalo dos jogos de Vasco e Fluminense pela Sul Ameicana e Libertadores, parece que fiz muito bem deixar de lado o futebol e voltar para minha série favorita do momento. Os placares permaneceram em branco  mas sobre a qualidade dos jogos não posso comentar,  afimal...

Champions: Mandantes caem em casa

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  Quatas de finais e o funil afina na Champion League UEFA e os mandantes se estrearam nos jogos de ida e terão que tirar o gol de diferença em Munique e Londres onde Real Madrid e Sporting terão a missão difícil de bater Bayern e Arsenal que venceram por 2x1 e 1x0 em Madrid e  Lisboa. Amanhã o clássico espanhol, Barcelona x Atlético de Madrid  e o clássico franco/britânico,  PSG x Liverpool,  quecoromete mais uma dise dupla de emoções.  

Fluminense abre a Libertadores

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  Começa hoje a temporada continental de futebol, e o Fluminense é primeiro brasuca a entrar em campo, pela Libertadores 2026, ãs 19h, com transmissão da Espn.  O Tricolor vai a Caracas, na Venezuela, enfrentar o La Guaira, clube fundado em 2008 e que joga a sua segunda Libertadores.   Normalmente, pela ótima fase que ateavessa, eu diria que o Fluminense é favorito, mas em jogo de estreia o emocional tem um peso significativo.

Pitacos do domingo de Brasileirão

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  E não foi só Flamengo x Santos que animou o domingo do Brasileirão. Teve de tudo — inclusive o já tradicional capítulo da dança das cadeiras. A bola da vez foi Dorival, que não resistiu a oito jogos sem vitória. O Corinthians, rápido no gatilho como de costume, encerrou o trabalho. Pagar a multa? Bem… isso já é outra partida, e o histórico não recomenda otimismo. A queda veio após a derrota em casa para o Internacional: 1 a 0 daqueles sem enfeite, mas com efeito colateral importante. O Colorado respira, sai da degola e ganha uma semana de paz — artigo raro no futebol brasileiro. Já o Corinthians flerta perigosamente com o Z4, olhando mais para baixo do que deveria. E em Salvador, o líder segue com sobras. O Palmeiras venceu o Bahia por 2 a 1 e vai se consolidando como dono do campeonato. Mas nem isso foi suficiente para evitar o já conhecido roteiro: Abel Ferreira venceu… e reclamou. Como a arbitragem anda fora do cardápio de críticas, sobrou para a inexistente “falta de tempo té...

Pressão ou medo?

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  O Flamengo voltou a campo daquele jeito que o torcedor conhece bem: precisando de um susto para acordar. E ele veio — gol do Santos, logo de cara, para botar pimenta no jogo e tirar qualquer acomodação. E funcionou. Como tem sido rotina, o time entrou disperso, quase “na fé”, oferecendo campo e espaço. Resultado: 1x0 Santos. Foi o empurrão que faltava. A partir dali, a chave virou, o disco mudou, e o Flamengo finalmente entendeu que precisava jogar. Veio o gol de Léo Ortiz — ou melhor, quase veio. Sete longos minutos de VAR, de conversa, de indecisão… e nada. Anulado. Mas o empate já rondava, era questão de tempo. E veio. Merecido. Depois, o lance que sempre rende discussão: pênalti. Houve? Fica para o debate. O que não ficou foi a demora — mais sete minutos — até sair o 2x1. Ali, o jogo acabou. O Santos sentiu, se entregou, e o Flamengo fez o que precisava: administrou, ampliou para 3x1, rodou o elenco, controlou o relógio. E o espetáculo, que já não era grande coisa, se arrasto...

Opiniao: Sorte que é o Santos

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  O p rimeiro tempo do Flamengo, contra o Santos,  que terminou agora, no Maracanã, tem assunto para duas frases ou um parágrafo de comentário.  Porém... tem semore um porém, abro o segundo parágrafo para aumentar sua leitura e para torturar o torcedor rubro-negro.  Posse de bola, 75%, chutes a gol um, no último ataque, fraco como foi o time ou errado, como foi tido desenrolar da partida. Sorte que é o Santos, sem Neymar, Gabi e Rony.

Urubu de olho no Peixe

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Cada rodada traz uma emoção diferente para o torcedor do Flamengo. Hoje, em novo horário, às 17h30, no Maracanã, o rubro-negro carioca tem pela frente o Santos, sem Neymar e Rony, mas com Gabigol prometendo ser o carrasco do seu ex-time. O time ainda conta com desfalques no meio-campo e algumas voltas que podem devolver a qualidade que faltou na absurda derrota para o Bragantino, no meio da semana. Mas o jogo que mais chama a atenção na rodada de hoje está em Salvador, na Fonte Nova, onde o bom time do Bahia recebe o líder e favorito da temporada, o Palmeiras, em partida marcada para as 19h30. A expectativa é de casa cheia na arena baiana e de muitos outros torcedores “secando” o Verdão na noite de hoje. E fica a pergunta: qual será o jogo da Globo, já que, no seu tradicional horário, há apenas Chapecoense x Vitória? Às 17h30, Flamengo x Santos; mais tarde, Bahia x Palmeiras — eis o dilema.

Virada, vexame e empate

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  Os três jogos de ontem colocaram em campo três cariocas — e, como de costume, emoção não faltou. O Fluminense foi até Curitiba, não brilhou, mas também não se complicou: trouxe um empate que, na conta do chá, não é de se desprezar. Agora, seca o Palmeiras, que encara o Bahia logo mais. Afinal, ninguém quer ver o líder disparar enquanto o pelotão ainda sonha. Já no Morumbi… ah, meus amigos… que passeio do São Paulo! E que papelão do Cruzeiro. Arthur Jorge, aquele nome que já andou rondando a Gávea, viu seu time levar um sonoro 4 a 1. E não foi acaso, não — foi justo, foi pouco até. A Raposa saiu de campo mais vermelha de vergonha do que de tradição… e, de quebra, afundada na tabela. E para fechar a noite, São Januário virou palco de festa… mas quem comemorou mesmo foi o Botafogo. O Vasco até começou bem, abriu o placar, inflamou a torcida… mas futebol não se ganha só no grito. Não resistiu à pressão alvinegra, tomou a virada e saiu de cabeça baixa. Final: 2 a 1 para o Glorioso — e...

Palco x arquibancada

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  Eduardo Afonso escreveu hoje, em sua c oluna em O Globo, sobre um concerto precisando de conserto. E este colunista, que vos fala, ousa ir além: não é  o concerto que desafina  — o público é  que precisa ser afinado. As cadeiras, outrora arquibancadas de estádios e agora rebatizadas de arenas — como se o nome novo resolvesse velhos hábitos — seguem ocupadas por uma plateia que confunde presença com protagonismo e educação com detalhe dispensável. Afonso observa, com precisão quase musical, que para muitos o concerto virou mero pretexto: vai-se não para ouvir, mas para ser visto; não para apreciar, mas para registrar; não para silenciar, mas para comentar. A música, coitada, vira trilha sonora de conversas paralelas, risos fora de tom e celulares em punho. Um espetáculo à parte — e não dos melhores. Este colunista, calejado, já abandonou as arquibancadas — ou arenas, como preferem os moderninhos — desde 2018. Na tentativa de assistir a um Atlético x Cruzeiro, no Ind...

La Liga tem classico

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  Tarde livre e o que assistir na telunha da tevê? Procurei um motivo para animar os amigos, foi dificil, mas encontrei Barcelona x Atlético Madrid, pela La Liga, às 16h, um clássico repetido aos montes nesta temorada, Jogaran pela Copa do Rey de Espanha, deu Colchonero, jogarão em La Liga, hoje, e, na semana que vem é jogo da Champions. Na Copa teve Atlético, e hoje?  Jogando en casa o Barça pode se garantir na ponta da tabela, Jogo exclusivo da Disney/Espn.

Brasileiro: Trio de jogos bons

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  Três jogos e promessa de protestos no Morumbi. O São Paulo recebe o Cruzeiro às 18h30, e Roger Machado, recém-chegado, já sofre ameaças de demissão por parte da torcida tricolor.   O Cruzeiro, por sua vez, parece ter encontrado o caminho com Arthur Jorge e tentará sair da zona de degola. Promessa de bom jogo.   Em Curitiba, outro duelo interessante: Coritiba x Fluminense, às 20h30, no Couto Pereira. O Tricolor Carioca tem chances de seguir como principal perseguidor do Palmeiras.   No Rio, em São Januário, o clássico Vasco x Botafogo fecha o trio de grandes jogos. A bola rola às 21h, em um sábado de Aleluia, num estádio de capacidade reduzida, mas que certamente será pequeno para a confiante massa vascaína. Clássico tem favorito? Hoje tem: o Vasco.  

Assim é o torcedor

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            De bestial a besta Esta derrota do Flamengo para o Bragantino me leva a pensar na dura vida do torcedor das antigas, que fica meio maluco lendo as novidades nas redes sociais — esse território moderno e, convenhamos, meio insano. As discussões nas mesas dos bares, nas esquinas e nos calçadões — antigos pontos de encontro de boatos e fofocas — praticamente desapareceram. Foram substituídas por celulares apressados, telas pequenas e opiniões ainda menores. Duas vitórias seguidas, coisa rara atualmente, elevam o treinador à categoria de “bom”. Três vitórias, vira “gênio”. Cinco vitórias, “bestial”. Sim, isso mesmo. Basta recorrer aos comentários mais recentes para comprovar. Mas basta uma derrota e um empate para surgirem as dúvidas. Três derrotas, “burro”. Quatro derrotas, “besta”. E lá se vão, com a mesma velocidade, os adjetivos que antes exaltavam aquele mesmo gênio — ou bestial — agora rebaixado pelo mesmo torcedor. No fim das contas, hoje par...

Expectativa x realidade

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O Baile no Nabizão: Quando a Expectativa Encontra a Realidade Nunca foi tão fácil comentar um jogo de futebol. Analisar o Bragantino 3 x 0 Flamengo é como tirar doce da boca de uma criança: um time jogou, enquanto o outro apenas figurou em campo. Um lado pensou estrategicamente; o outro sequer sabia o que estava fazendo. ​Para não nos perdermos em justificativas vazias ou motivos inacreditáveis, o resumo é simples: o Bragantino agrediu, foi eficiente, soube explorar cada erro do Flamengo e ponto final. Estamos conversados. ​Duvido que se encontre um único culpado por esse revés. Certamente tentarão apontar vários, mas a verdade é uma só: a expectativa era imensa, mas a realidade foi um choque. Não houve um erro isolado, houve um colapso coletivo durante os noventa minutos.

Papo de quinta-feira

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  Saímos de Campos, eu e Marina, rumo a BH, exatamente às 20h, no ônibus parador da Itapemitim, chegamos e aranente doze horas e trinta minutos após a partida, no Terminal Rodoviário da,Capital Mineira. Portanto... não precisa ser dito que os jogos da quarta-feira,  pelo Brasileiro,  não foram vistos nem acompanhafos por este que vos escreve. Mas os cariocas se deram bem, Fluminense e Botafogo venceram os paulistas Corinthians e Mirassol,  fazendo o dever de casa, e o Vasco trouxe um ponto de Curitiba contra o Coxa Branca. E hoje tem mais, dureza para o Flamengo lá em Bragança, onde o Massa Bruta não alivia pra ninguém.  Para,quem não dormiu a madrugada de hoje o horário é  terrível, 21.30h, mesmo horário de Palmeiras x Grêmio.  Antes um pouco rem Chapéu x Galo e Sanyis x Remo, ambos às 19h.

Você sabia? Hoje tem Brasileirão

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 Pois é, quando eu digo que a tal de Data Fifa é um estrago para clubes e os campeonatos nacionais, em qualquer país, eu tenho razões que me levam a esta opinião, como hoje, um dia após os amistosos e últimos jogos eliminatórios para a Copa do Mundo, o Brasileirão recomeça com os times, que emprestaram jogadores para estes jogos, entrando em campo desfalcados ou com seus atletas em "meia boca".  E o Botafogo, que já foi prejudicado no domingo, entrou desfalcado contra o Athletico, em Curitiba e levou uma tunda de 4x1, enfrenta logo mais, 19:30h, o Mirassol, no Nilton Santos, possivelmente sem sua grande estrela do momento, Danilo, que jogou ontem contra a Croácia e dificilmente reunirá condições físicas legais para o jogo desta noite.  Outros jogos também sofrerão influência destas convocações absurdas, como Internacional x São Paulo, também às 19:30, no Beira Rio, e Cruzeiro x Vitória, 20h, no Mineirão. Outros jogos, às 20h, na Fonte Nova, Bahia x Athetico, e às 20:30h, ...

Itália pedirá música a Fifa?

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  Pela terceira vez,consecutiva, a Azurra fica fora de uma Copa do Mundo. O vexame de ontem, em Zenica, contra a dona da casa, Bósnia, deixa a Seleção da Itália por mais quatro anos a espera de uma vaga para tentar mais um título mundial de futebol.  Saiu na frente, teve um jogador expulso, e sofreu empate no segundo tempo, poderia ter perdido no tempo normal se não fosse Donaruma, o goleiro fez milagres no gol italiano, e, nas penalidades, que vergonha, 4x1 para os bósnios que irão a América Central enquanto os italianos ficam curtindo mais um desastre esportivo da Esquadra Azurra.  Como é a terceira, consecutiva, que tal pedir a música Arrivederte Itália?

Amistoso ou jogo de Copa?

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Na página do SporTV, nas redes sociais, surge a manchete: “Ninguém morre nos devendo” — em alusão à vitória por 3x1 do Brasil sobre a Croácia — seguida de “doce vingança” , como se fosse uma revanche. Será que esqueceram de avisar ao rapaz, talvez um estagiário ou aprendiz, que se tratava apenas de um amistoso? Tão irrelevante que eu, assim como milhares de torcedores, sequer assistimos, justamente por não valer nada. Só faltou parafrasear Bento Carneiro, o vampiro brasileiro, e declarar: “Minha vingança foi maligna!”

De Miracema para o mundo

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  CAPITAIS QUE ME HABITAM Desde 2005 venho andando pelas estradas do mundo — e, curiosamente, elas também passaram a caminhar dentro de mim. Tudo começou com uma viagem à Europa, prêmio por um trabalho realizado para a ESPN Internacional. Era para ser apenas uma conquista profissional. Acabou virando um vício. Ou melhor, um destino. De lá até 2025, foram 23 países visitados. Em apenas três deles — Eslovênia, Marrocos e Paraguai — não conheci suas capitais. Nas outras vinte, deixei algo de mim… e trouxe muito mais de volta. Este não é um guia turístico. É um álbum de sensações. Começo por Paris, onde estive quatro vezes — e nunca foi suficiente. Em Montmartre, entre artistas e sonhos espalhados pelas calçadas, entendi por que a chamam de Cidade Luz. Não é só pela iluminação. É pela forma como ela acende algo dentro da gente. Lisboa veio depois — ou melhor, voltou. Em 2015, revisitei o Chiado com mais calma, como quem relê um livro já amado. Ao lado de Fernando Pessoa, no Café A Bras...