Rios, mares e lagos - Segunda Parte

                             Rios da Memória 


Em 2011, no passeio programado pela TAM Viagens, andamos pelo norte da Europa e chegamos a Colônia, vindos de Amsterdã. Ali estava a cereja do bolo da viagem: a travessia até Frankfurt seria realizada pelo Rio Reno, um dos mais famosos da Europa, em um barco de porte médio onde seriam servidos um pequeno almoço e a verdadeira cerveja alemã — que, aliás, me foi apresentada naquele dia.

A travessia durou cerca de duas horas. Durante o trajeto, olhando as margens do Reno, a história da Alemanha era contada pelo nosso guia, como se cada castelo e cada colina guardassem um capítulo do passado.

E, em se tratando de rios famosos, nada melhor do que falar do Sena, que corta Paris de ponta a ponta e deságua no Canal da Mancha. Um passeio por ele é obrigação de qualquer operadora de turismo oferecer aos seus clientes. E nós, nas três vezes em que estivemos em Paris, curtimos esse passeio pela manhã, à tarde e até à noite, quando se vê a cidade iluminada e a Torre Eiffel exibindo todo o seu brilho.

Na foto, um dos tradicionais barcos que fazem essa travessia, o Alexandre III, nome que remete à famosa ponte que liga os dois lados de Paris.

Outra imagem emblemática nos leva a Budapeste. Afinal, é o Rio Danúbio, entendeu? Foi realmente um cruzeiro inesquecível. O que vivemos ali, emocionados e realizando um sonho que parecia impossível, não dá para contar nestas poucas linhas.

O Danúbio é tratado quase como gente. Os povos por onde ele passa o reverenciam e o respeitam ao longo de todo o seu curso. Não dá, em hipótese alguma, para mensurar aquele momento vivido pelo casal em Budapeste. Na Áustria, em Viena, vimos o Danúbio do alto de uma torre giratória; mas navegar por ele, ouvindo valsas vienenses e degustando queijos e vinhos, é simplesmente inenarrável.

Fechando a página, uma lembrança da viagem de 2015 pela Península Ibérica, que terminou em Lisboa e incluiu uma passagem pela cidade do Porto, em Portugal. Além do bacalhau e do excelente vinho, a cidade tem também o Rio Douro, cuja travessia, em um cruzeiro de duas horas sobre suas águas, é praticamente obrigatória.

Chegamos à orla bem cedo, visitamos uma vinícola em Vila Nova de Gaia e caminhamos pelo calçadão até chegar o grande momento de embarcar e fazer o tão esperado passeio pelas águas do Douro. Comigo na foto, a mana Maria Celeste, que nos acompanhou nesta viagem maravilhosa.

“No fim das contas, entre o Reno, o Sena, o Danúbio e o Douro, fomos levando a vida como quem navega: devagar, apreciando as paisagens e agradecendo por cada porto alcançado.”



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