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Baú do Penacho-Sertão da Paraíba

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  Às seis da manhã, quando o despertador tocou com aquela falta de piedade característica dos horários impróprios, eu me fiz a clássica pergunta existencial: "Quem foi que eu tentei impressionar aceitando esse bate-volta?". Cinco horas de ônibus para ir, cinco horas para voltar. Meu corpo já doía só de olhar para a poltrona, que parecia ter sido projetada por alguém com profundo desprezo pela anatomia humana. A guia, uma criatura animada que devia ser movida a energia solar e cafeína pura, prometia o paraíso: Cabaceiras, a "Roliúde Nordestina". Eu só pensava que o roteiro da minha vida naquele momento era, na verdade, "A Volta dos que não têm Juízo". Mas, veja bem, o Sertão é um trambiqueiro da beleza. Ele te convence a aceitar o desconforto usando como suborno um horizonte de caatinga que, a cada quilômetro, te deixa com cara de tacho. Você olha para fora da janela e pensa: "Credo, que seca". Cinco minutos depois: "Gente, que misticismo...

Do Baú do Penacho - Um papo inusitado

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 ABERTURA Cara… quando eu te conheci, mal sabia falar direito. Chegava aqui pelas mãos do Nijel ou do Alvinho. Hoje estou aqui, já grandão, falando de você… falando com você. E, mais do que isso, conversando contigo. Você, que durante tantos anos, me deu um punhado de alegrias. 1. O SILÊNCIO QUE SABIA Tristeza? Não. Nunca fiquei triste ao lado desse velho moço, que agora veste roupa nova e parece ter voltado à infância. Quantas vezes cheguei aqui sozinho, falando baixinho, sonhando que um dia seria famoso, jogador de um grande time brasileiro… Você nunca respondeu. Mas o seu silêncio… já sabia de tudo. 2. OS QUE FIZERAM HISTÓRIA Você viu passar por aqui o grande Lauro Carvalho — que cracaço! —, o Milton Cabeludo, meu primeiro ídolo. Viu nascer a geração do Rink, liderada pelo incrível — e folclórico — Chiquinho Maracanã. Viu o Tupan, com meu velho pai, Zebinho, ao lado de Olavo Cueca, Noqueta e tantos outros. E viu também esse menino teimoso sonhar alto demais. 3. O FIM DO SONHO (O...

Brasileirão: sete jogos neste sábado e muita coisa em jogo

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  Sete jogos movimentam o Brasileirão neste sábado e, claro, um dos mais importantes para o desfecho do torneio é Palmeiras x Bragantino, às 18h30, na arena do Verdão. O jogo que abre a rodada do dia, às 16h30, no Beira-Rio, é dramático. O Internacional, com 32 pontos, abre o Z4 e terá pela frente o Botafogo, com 39 pontos, que busca recuperar o fôlego no campeonato. Vasco x Corinthians será um teste para cardíacos, em São Januário, às 18h30. Nenhum dos dois pode perder, principalmente o Timão, pois uma derrota poderá condená-los a brigar, nas seis rodadas restantes, para escapar do rebaixamento. Creio que o melhor jogo do dia será disputado na Vila Belmiro, às 21h, com o novo Santos recebendo o Bahia. Posso errar, mas tem tudo para ser um ótimo programa para quem ficar em casa. Os outros jogos: às 16h30, Mirassol x São Paulo e Vitória x Athletico. Às 19h30, Chapecoense x Fluminense.

Velha máxima - quem não chuta não faz

 O Flamengo jogou todo o segundo tempo na área do Estudiantes, mas não chutou uma bola sequer no gol de Muslera, que só teve trabalho em pegar bolas cruzadas sem sentido algum pelos flancos do ataque rubro-negro. Um primeiro tempo que o panorama foi o mesmo e no resumo foram cem minutos de jogo e Muslera não fez uma defesa e exceto um chute de Pedro, no primeiro tempo, que o zagueiro tirou, não aconteceu nada de emocionante ou que levasse o torcedor a fazer o tradicional uhhhhhhh. Fim de jogo e nada mais a comentar a não ser esperar que a sorte do Flamengo não seja igual a do Fluminense, na noite de ontem, ditante do Palmeiras, venceu o jogo, empatoui no agregado e foi eliminado nos pênaltis. 

Opinião - Jogo complicado para o Flamengo

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  O primeiro tempo terminou em 0 a 0, resultado que, no momento, leva a decisão da vaga na final para as cobranças de pênaltis. Pelo que vi na etapa inicial, o panorama indica que o jogo deve seguir esse caminho: o Flamengo não consegue finalizar e o Estudiantes, apesar do domínio ilusório, só assusta em jogadas aéreas buscando seus atacantes mais altos. A arbitragem tem tolerado o jogo mais duro e deixado a partida correr, mantendo o mesmo critério para os dois lados. Para mudar esse cenário no segundo tempo, o Flamengo precisa arrumar o meio-campo. Uma alternativa seria a entrada do Arrascaeta, que está no banco, ou do De La Cruz, que precisa de uma atuação desse nível para reestabelecer sua confiança com a torcida e a comissão técnica.

Foi quase, Fluminense

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   DE HERÓI A VILÃO? Há quem diga que a decisão por pênaltis é mais justa. Eu até concordo, mas ontem ela não fez justiça ao melhor time em campo, que havia vencido no tempo normal, em uma partida marcada por nuances de nervosismo e suor, que acabaram se transformando em lágrimas ao final da noite, já quase na madrugada desta quinta-feira. Resumo da ópera: Palmeiras e Fluminense fizeram um jogo ruim no primeiro tempo, sem grandes destaques. Aliás, o destaque ficou por conta de Barboza e seu jeito estúpido de jogar futebol, bem ao estilo da mitologia grega, na base da força bruta, que o "imperador", aqui representado pelo apitador, permitiu. O segundo tempo também foi equilibrado, com o Fluminense encontrando o gol já no final do tempo normal. O 1 a 0 deixou o placar agregado em 2 a 2. E aí começou o sofrimento da chamada loteria dos pênaltis, que terminou com a vitória do Palmeiras por 5 a 3, graças, também, à cobrança desperdiçada justamente por aquele que, minutos antes, ha...

Memórias - Antônio Marcos

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A segunda-feira em Campos dos Goytacazes despertou com um calor desses que fazem o asfalto tremeluzir e a gente buscar sombra antes mesmo do primeiro café. Aqui, onde o sol parece ter uma intimidade exagerada com a terra, a gente vive no ritmo lento do tempo que o clima impõe. Mas, nesta manhã, o meu ritmo foi ditado por uma lembrança, por um fio invisível de melodia que invadiu o quarto assim que abri os olhos: Antônio Marcos. Não é que a tristeza tenha me visitado; na verdade, o coração acordou habitado por uma nostalgia doce, daquelas que não doem, mas que fazem a gente querer assentar a poeira da alma. E enquanto o ar lá fora fritava o horizonte, me peguei pensando que, às vezes, a gente só quer conversar com Deus para agradecer pelo presente que foi a passagem de certas pessoas por aqui. Antônio foi uma delas. Pode ser que você, que me lê agora — com esse olhar de quem atravessa o cotidiano como o "Homem de Nazaré" ou a sutileza de uma "Menina de Trança" —, sor...