Do almanaque ao sufoco
FLAMENGO: DO ALMANAQUE AO SUFOCO!
O Flamengo fez um primeiro tempo de almanaque. Dominou o Atlético Mineiro em todos os sentidos, marcou dois gols e poderia ter feito muito mais. Foram quinze finalizações contra apenas duas do Galo, que, mesmo assim, conseguiu marcar uma vez e, por muito pouco, não fez outra.
Mas foi só!
O segundo tempo foi mais um daqueles para esquecer. Nada deu certo. Erros infantis, substituições que não resolveram absolutamente nada e um Atlético que, percebendo a fragilidade rubro-negra, cresceu, tomou coragem e chegou ao empate.
Justo?
Pelo comportamento tático do segundo tempo, quando trocou o medo pela coragem, o Atlético até poderia merecer o empate. Mas tenho certeza de uma coisa: se o Flamengo deixasse escapar a vitória, seria castigado pelos próprios erros e, principalmente, pela incapacidade de transformar seu domínio em gols.
E quando o Maracanã já se preparava para lamentar mais dois pontos desperdiçados, eis que surge um pênalti aos 51 minutos, daqueles que certamente vão provocar muita discussão, especialmente na crônica paulista.
Carrascal foi para a cobrança, marcou e salvou a noite rubro-negra, evitando mais um vexame diante de uma casa cheia.
Resumo da ópera: o Flamengo foi brilhante durante 45 minutos, irreconhecível nos outros 45 e precisou dos acréscimos para não transformar uma vitória praticamente encaminhada em mais uma grande decepção.
E deixo um detalhe que talvez surpreenda muita gente: gostei da arbitragem!
Afinal, quando o árbitro trabalha bem, também merece elogios.
Adilson Dutra — Penacho
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