VIAJAR SEM SAIR DA POLTRONA
Tenho um amigo, parceiro das sextas-feiras no Armazém, que é apaixonado por viagens. Chama-se Manoel, um sujeito do bem, daqueles que fazem da amizade um compromisso e da curiosidade uma maneira de conhecer o mundo. Manoel tem dois hobbies que combinam perfeitamente com nossas conversas: assistir aos programas de turismo na televisão e acompanhar filmes de guerra, especialmente aqueles que retratam os horrores e as barbaridades da Segunda Guerra Mundial. Nas nossas reuniões, ele e o Henrique sempre encontram uma oportunidade para me provocar: — Conta mais uma daquelas viagens, Dutra! E lá vou eu abrir o meu baú de lembranças, percorrendo novamente cidades, monumentos, estradas e lugares que conheci ao longo de tantos anos andando por este mundão de Deus. Não conto essas histórias por vaidade, muito menos para exibir passaportes carimbados ou colecionar países no currículo. Conto porque gosto de dividir experiências e, principalmente, porque acredito que viajar não é um privilégio reser...