Daronco estragou o domingo da Copa do Brasil
DE MIRACEMA, COM CULTURA, AO FUTEBOL, COM POLÊMICA
Segunda-feira, feriado de Finados. Estou de volta a Campos dos Goytacazes depois de passar cinco dias na minha Miracema, onde pude acompanhar de perto como anda o relacionamento da cidade com a cultura e o folclore.
E posso garantir: nada mudou. Continua tudo em paz, num relacionamento sério, daqueles que resistem ao tempo. Um casamento praticamente perfeito, com raízes que remontam aos anos 1920, quando começaram a ganhar força os movimentos separatistas que ajudariam a escrever um novo capítulo da história da terrinha.
Mas segunda-feira, aqui neste espaço, é dia de futebol. Dia de dicas, notícias, observações e comentários sobre a rodada do fim de semana do nosso Brasileirão.
E, como tivemos apenas um jogo da principal competição da CBF, o assunto acaba sendo outro: a arbitragem.
Mais precisamente, Anderson Daronco.
O jogo principal da Copa do Brasil ficou marcado, na minha avaliação, por mais uma atuação desastrosa do árbitro, cuja carreira já deveria merecer uma reflexão séria por parte de quem comanda a arbitragem brasileira.
E aqui me permito uma comparação bíblica. Sansão perdeu os cabelos e, com eles, a força. Daronco parece ter seguido o caminho inverso: perdeu aquela exuberância muscular de outros tempos e, pelo que vem mostrando dentro de campo, também anda perdendo a capacidade de enxergar o que acontece diante dos próprios olhos.
O problema é que os erros continuam aparecendo, um atrás do outro, transformando partidas importantes em espetáculos de indignação.
E ontem foi demais!
Todo mundo viu!
Sei que não gosto de usar a expressão "todo mundo". É exagerada, quase sempre injusta. Mas, diante dos lances que provocaram tamanha discussão, fica difícil encontrar outra maneira de traduzir minha indignação.
A impressão que ficou foi a de que todos enxergaram os erros, menos Anderson Daronco e sua equipe, incluindo assistentes e VAR.
E, mais uma vez, na minha leitura, quem acabou beneficiado foi o Palmeiras.
Não é possível que, com tantos recursos tecnológicos, tantas câmeras e tantos profissionais envolvidos, o futebol brasileiro continue convivendo com decisões tão contestadas.
O torcedor merece respeito. Os clubes também. E o futebol, principalmente, precisa recuperar a confiança em quem tem a responsabilidade de aplicar suas regras.
E o Brasileirão?
Amanhã volto ao assunto.
A disputa pelo título entre Palmeiras e Flamengo promete novos capítulos, e há sinais de que a reta final poderá trazer muita dor de cabeça para a CBF.
Enquanto isso, o Corinthians também vive sob pressão, e a luta contra o rebaixamento recomenda cautela antes de qualquer previsão.
Por isso, prefiro esperar mais um pouco antes de apontar quais serão os dois grandes clubes que poderão acabar envolvidos no drama da queda.
Afinal, no futebol brasileiro, até o apito final é capaz de produzir surpresas.
E, ultimamente, algumas delas vêm justamente de quem segura o apito.
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