Hércules: De herói a vião


Na mitologia grega, ele foi um dos grandes heróis de seu tempo. Ontem, terminou o jogo como o grande herói tricolor. Mas bastaram cinco cobranças na série inicial de pênaltis para que ele, o Hércules da era moderna, se transformasse em anti-herói ou vilão, para usar uma nomenclatura dos dias de hoje, em uma partida de futebol.

Há quem diga que a decisão por pênaltis é mais justa. Eu até concordo, mas ontem ela não fez justiça ao melhor time em campo, que havia vencido no tempo normal, em uma partida marcada por nuances de nervosismo e suor, que acabaram se transformando em lágrimas ao final da noite, já quase na madrugada desta quinta-feira.

Resumo da ópera: Palmeiras e Fluminense fizeram um jogo ruim no primeiro tempo, sem grandes destaques. Aliás, o destaque ficou por conta de Barboza e seu jeito estúpido de jogar futebol, bem ao estilo da mitologia grega, na base da força bruta, que o "imperador", aqui representado pelo apitador, permitiu.

O segundo tempo também foi equilibrado, com o Fluminense encontrando o gol já no final do tempo normal. O 1 a 0 deixou o placar agregado em 2 a 2.

E aí começou o sofrimento da chamada loteria dos pênaltis, que terminou com a vitória do Palmeiras por 5 a 3, graças, também, à cobrança desperdiçada justamente por aquele que, minutos antes, havia sido o herói tricolor. 

Hércules, o herói da mitologia, acabou derrotado pela crueldade do futebol moderno.



 

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