Amigos para sempre 1
Estou devendo uma boa prosa por aí com um dos homens que mais admirei e respeitei na terrinha. Pensando bem, não apenas com ele. Estou devendo um punhado de prosas com companheiros, irmãos e amigos que ajudaram a escrever capítulos importantes da minha vida.
Ontem, caminhando pelo Jardim São Benedito, um caminhão-tanque passou por mim — desses que levam combustível para os postos de gasolina — e, de repente, a saudade de Carlos Roberto Correia me acertou em cheio.
Eita parceiro de primeira linha...
Carlos Roberto foi daqueles homens que aparecem quando a vida parece desabar. Transformou um momento de caos — e os motivos pouco importam agora — em um tempo de reconstrução, esperança e novos caminhos.
Entramos pelo Rink, ali na Praça Dona Ermelinda, em uma conversa sobre a vida. Quando chegamos à Pracinha das Mães, meu coração já batia mais calmo e minha cabeça, que girava em meio à ansiedade, enfim havia encontrado paz.
Fomos companheiros de Rotary e irmãos de Maçonaria. Mas, acima de tudo, amigos na vida real — daquela amizade que aconselha, acolhe e não abandona.
Segui seus conselhos. E hoje sigo por aqui, vivendo, aprendendo e aproveitando cada ensinamento que ele me deixou. Feliz por ter dado a volta por cima e por reaprender a viver intensamente cada momento, exatamente como ele sempre dizia.
Lembro dele especialmente quando tempos de Copa do Mundo se aproximam. Carlos Roberto costumava dizer que o rádio era meu destino e o Banerj, meu caminho.
Cruzei os dois.
Com coragem, deixei a terrinha em 1985 e parti em busca de realização. Segundo ele, uma Copa do Mundo seria minha consagração. Meu caro amigo... quase fui. E o que não aconteceu, sinceramente, não merece ocupar espaço neste cantinho da memória.
* Texto escrito em março de 2010
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