Os sambas enredos de uma vida
E aqui, ouvindo os velhos e bonitos sambas enredos das Escolas de Samba do Rio vou ao encontro do Salgueiro, 1971, primeiro e único desfile que vi ao vivo e em cores, ainda na Marques de Sapucaí sem Sambódromo e com a certeza de que era bem melhor, pelo menos a gente se sentia mais livre e com compromisso menor de ficar sentado ouvindo os sambas e assistindo a escola passar. Fui porque era frequentador assíduo da quadra do Salgueiro, na Rua Maxuel, na Tijuca, onde encontrava a velha guarda e os novos talentos, como Jorge Bem, freguês constante dos balcões do bar, próximo ao palco, onde as vezes dava até para trocar dois dedos de prosa com o então famoso, mas nem tanto, " Babulina", que hoje não é mais Bem e sim Benjor. O Salgueiro chegou arrebentando, Isabel Valença, a eterna Chica da Silva, cada dia mais bonita, era destaque e o enredo escolhido pegou de cara nas quadras de ensaio e nos salões de todo Brasil, o famoso "Pega no Ganzê", que cantava o Rei Negro ...